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Líder do governo pode disputar Presidência do Senado, diz Eduardo Braga (PMDB-AM)

Fábio Brandt

Do UOL, em Brasília

30/03/2012 07h00

O senador Eduardo Braga (PMDB-AM), recém nomeado líder do governo no Senado, disse nesta quinta-feira (29) não estar impedido de se candidatar a presidente do Senado caso queira. Ele afirmou que a presidente Dilma Rousseff não lhe pediu que desistisse de eventual candidatura em troca de ser líder.

Braga falou sobre o assunto no “Poder e Política – Entrevista”, programa do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília. 

>> Fotos da entrevista com Eduardo Braga.

Apesar de desimpedido, Braga declarou não ser candidato a presidente do Senado. Citou seis senadores colegas de partido “como potenciais candidatos”: Edison Lobão (atual ministro de Minas e Energia), Garibaldi Alves (atual ministro da Previdência), Renan Calheiros, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo e Romero Jucá.

“Quero construir uma sucessão ao presidente Sarney que possa garantir a estabilidade democrática do país, possa garantir a governabilidade”, afirmou Braga.

Em fevereiro de 2013, os senadores escolherão um novo presidente. José Sarney (PMDB-AP) terminará seu segundo mandato consecutivo e não poderá se reeleger. O PMDB será importante porque é o partido com maior número de senadores e, por isso, indicará o novo presidente, de acordo com a praxe do Senado.

Na entrevista, Braga falou ainda sobre o caso envolvendo o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e Carlinhos Cachoeira, empresário investigado por suspeita de contravenção. Segundo o líder do governo, o Senado se pronunciará “no momento oportuno” a respeito. “E se for [comprovada a suspeita], lamentavelmente o senador Demóstenes terá que pagar pelos erros que cometeu. Com a perda do mandato".

A seguir, trechos em vídeo da entrevista de Eduardo Braga. Mais abaixo, vídeo com a íntegra da entrevista. A transcrição completa também está disponível.

 

 

 

 

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