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Feliciano chega à reunião sobre comissão e desconversa sobre renúncia

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

26/03/2013 15h10Atualizada em 26/03/2013 15h23

O deputado Marco Feliciano (PSC-SP) chegou por volta das 15h desta terça-feira na reunião da bancada de seu partido que pode definir se ele continua na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, cargo para o qual foi eleito no início do mês.

Questionado sobre a possibilidade de renunciar, Feliciano desconversou e disse apenas "é só olhar para meu rosto". A reunião acontece a portas fechadas.

Após a reunião de líderes desta terça, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), disse que espera uma solução para o impasse até às 17h de hoje.

Feliciano é criticado por afirmações de cunho racista e homofóbico que geraram manifestações contrárias por parte de deputados na Câmara, nas ruas e em redes sociais.

Algumas das declarações do deputado motivaram denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, no STF (Supremo Tribunal Federal).

No início de março, depois de acordo entre os partidos políticos, o PSC ficou com o direito de indicar o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara e, em reunião fechada, Feliciano foi eleito.

Para um grupo de deputados dentro da própria Câmara, Feliciano não teria legitimidade para ocupar um cargo em uma comissão permanente que tem como função analisar leis em proteção aos direitos humanos e em proteção às minorias. Eles criaram, na semana passada, uma frente parlamentar paralela à CDH.

Em entrevista ao programa "Pânico na Band" veiculada no último domingo, Feliciano disse que só renunciaria se morresse.

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