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Pasadena foi um bom negócio, defende Paulo Roberto Costa

Em sessão quase vazia, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa depõe na CPI no Senado - Pedro Ladeira/Folhapress
Em sessão quase vazia, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto da Costa depõe na CPI no Senado Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

10/06/2014 11h11Atualizada em 10/06/2014 12h33

O ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa defendeu nesta terça-feira (10), na CPI da Petrobras no Senado, a compra da refinaria de Pasadena (EUA), investigada por suspeita de ter representado um dano milionário ao Brasil, e disse que, à época, foi um “bom negócio”.

Costa, que representava a estatal no comitê de proprietários de Pasadena, disse que não houve discussão sobre as polêmicas cláusulas que teriam acarretado prejuízo aos cofres públicos.

“Não sabia das cláusulas e não houve discussão. Não foram colocadas na reunião de diretoria essas cláusulas. Concordo com o Nestor [Cerveró, ex-diretor responsável pelo resumo executivo], independentemente dessas cláusulas, eu acredito que, naquele momento, foi um bom negocio.”

A presidente Dilma Rousseff, que à época era ministra da Casa Civil e presidia o Conselho de Administração da estatal, chegou a dizer neste ano que deu seu aval para a compra com base em um resumo executivo falho, que não citava as cláusulas e que, se soubesse de todas as condições, não teria aprovado o negócio.

“Não considero que [o parecer] seja falho, não acho que era por causa dessas cláusulas que a Petrobras deixaria de fazer o negócio”, disse. “O grande objetivo era colocar petróleo brasileiro no mercado dos Estados Unidos.”

Segundo Costa, as cláusulas em discussão, chamadas putoption e Marlim, são “padrão”. “A putoption é uma cláusula normal (...), essa é uma cláusula padrão de contrato.”

“A Marlim era para a Petrobras fornecer petróleo para Pasadena. Então é uma cláusula que dava proteção à Astra [empresa belga que detinha metade da refinaria], mas era importante para nós porque iríamos colocar petróleo nosso naquela refinaria”, explicou o ex-diretor.

Costa ressaltou, porém, que não teve participação direta na aquisição da refinaria. “Não tive nenhum papel na compra da refinaria nem depois da aquisição dos outros 50% da unidade.”

Dominada por governistas, a comissão foi boicotada mais uma vez pela oposição por considerá-la "chapa branca".

A oposição, então, articulou a criação de uma comissão mista, com a participação de deputados e senadores, para investigar a estatal, onde acredita terá mais liberdade para investigar.‏

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