Manifestantes acampam em frente a prédio de Renan Calheiros por impeachment

Aliny Gama

Em Maceió

  • Aliny Gama/UOL

Manifestantes estão acampados na praça Gogó da Ema, na avenida Silvio Carlos Vianna, orla de Ponta Verde, em Maceió, em protesto contra a presidente Dilma Rousseff  (PT) e a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como ministro-chefe da Casa Civil, ocorrida na última quarta-feira (16).

O grupo tem cerca de 100 pessoas e resolveu, na noite daquele dia, montar vinte barracas para pressionar os políticos de Alagoas que fazem parte da bancada federal a apoiarem o impeachment contra Dilma Rousseff. Segundo a arquiteta Solange Costa, 48, uma das voluntárias da manifestação, os integrantes do protesto trabalham e, para manter o acampamento, eles estão se reversando por turnos e até organizaram escalas.

O acampamento foi montado em frente ao prédio em que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), mora com a família em Maceió. Integrantes da manifestação afirmam que só desmontarão as barracas e deixarão o local quando o pedido de impeachment contra a presidente Dilma for encaminhado ao STF (Supremo Tribunal Federal). O grupo também pressiona a anulação da posse de Lula como ministro.

Aliny Gama/UOL

"Por turno são entre 20 e 30 pessoas porque estamos 24h protestando desde a quarta-feira. Como não podemos deixar nossos trabalhos, cada um vem um horário que pode e vamos continuar aqui até Renan Calheiros receber o pedido de impeachment e aprová-lo. Como em toda eleição eles precisam da gente, a gente agora está pressionando os políticos de Alagoas para apoiarem e aprovarem o pedido de impeachment contra a presidente", destaca Costa.

Um dos voluntários da manifestação, o médico Joaquim Diegues, 43, afirma que não pertencem a partidos políticos, e não fazem parte de grupos esquerda ou direita. "Nós somos o Brasil e o país não quer Dilma. Não somos filiados ou ligados a nenhum partido, só queremos uma mudança para nosso país. Não podemos deixar instalarem um golpe afirmando que estamos querendo um golpe. Golpe foi nomear Lula como a presidente fez, isso não vamos aceitar", destaca Diegues.

Para manter o acampamento e toda manifestação, o grupo está vendendo bonecos de Lula vestido de presidiário, bandeiras do Brasil e camisas do Movimento Brasil Livre. O grupo pede que a população compareça ao local, todos os dias, a partir das 19h, para apoiar a manifestação.

Aliny Gama/UOL

Na tarde deste sábado (19), um trio elétrico tocava músicas com críticas ao governo Dilma enquanto manifestantes seguravam bandeiras, cartazes e faixas pedindo a saída da presidente do cargo. A maioria dos carros que passaram pelo local buzinavam e batiam palmas em apoio ao movimento. Alguns motoristas chegavam a gritar frases "fora, PT", "fora, Dilma!" e até mostravam bandeiras e revistas com denúncias contra o governo federal.

"A receptividade das pessoas que passam aqui é grande. Não tivemos nenhum registro de xingamentos e, se ocorrer, não vamos revidar. Essa é a orientação que recebemos, pois estamos pacificamente aqui", ressalta a voluntária Sheila Alves, que segurava uma faixa verde e amarela junto ao grupo.
 

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