Alan Marques/Folhapress

Processo de impeachment

Dilma é julgada por 'tribunal de exceção', diz Lindbergh Farias

Do UOL, em São Paulo

  • Marcos Oliveira/Agência Senado

    Lindbergh ainda acusou "as elites dominantes e a burguesia brasileira; a mídia e a Rede Globo" de quererem "de uma vez só acabar com o legado de Lula

    Lindbergh ainda acusou "as elites dominantes e a burguesia brasileira; a mídia e a Rede Globo" de quererem "de uma vez só acabar com o legado de Lula

Um dos mais atuantes da tropa de choque de Dilma no Senado, Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou em discurso em plenário que a presidente afastada é vítima de "um golpe contra os trabalhadores, é um golpe de classe" dado pelas "mesmas aves de rapina que estavam na carta-testamento de Getúlio [Vargas, que se suicidou em 1954 pressionado pela renúncia]".

Para o senador, Dilma passa por um 'tribunal de exceção' em um julgamento "em que provas não valem nada". Ele afirmou ainda que Dilma "está desmontando o golpe e comovendo o país" e acusa o deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o presidente interino, Michel Temer, de "liderarem uma conspiração parlamentar contra o seu mandato".

O senador fluminense ainda acusou "as elites dominantes e a burguesia brasileira; a mídia e a Rede Globo" de quererem "de uma vez só acabar com o legado de Lula, rasgar a constituição de doutor Ulysses e a CLT de Vargas".

Dilma Rousseff discursou pela manhã no Senado durante o julgamento do processo de impeachment. Em seguida, passou a responder a perguntas dos senadores, da defesa e da acusação. O tempo para cada senador fazer as questões é de até cinco minutos. Dilma tem tempo livre para responder.

O desfecho do impeachment ainda não tem data exata definida, mas pode ser conhecido em sessão do Senado na terça-feira (30) ou quarta-feira (31). É quando os 81 senadores deverão votar para condenar ou absolver Dilma. Se Dilma, que foi derrotada nas duas votações anteriores no Senado e em uma na Câmara, conseguir impedir os 54 votos favoráveis ao impeachment, é absolvida e volta ao cargo. Mas, se ao menos 54 senadores votarem contra ela, dará adeus à Presidência.

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