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Haddad vai coordenar programa de governo da campanha de Lula em 2018

Haddad e Lula em foto durante a campanha eleitoral de 2016 - Ricardo Stuckert - 20.set.2016/Divulgação
Haddad e Lula em foto durante a campanha eleitoral de 2016 Imagem: Ricardo Stuckert - 20.set.2016/Divulgação

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

18/12/2017 17h55Atualizada em 18/12/2017 18h42

O ex-ministro e ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) vai coordenar a elaboração do programa de governo da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao cargo máximo do país nas eleições de 2018, informou o partido nesta segunda-feira (18).

A decisão foi tomada no sábado em reunião do diretório nacional do PT, em São Paulo. Haddad ficará responsável pela coordenação geral do programa e terá como coordenadores-executivos o economista Márcio Pochmann, ex-presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), e o ex-deputado federal Renato Simões.

O grupo já fez a primeira reunião hoje, também em São Paulo, na sede da Fundação Perseu Abramo (órgão de formação política do PT). Além de Haddad, Pochmann e Simões, participaram do encontro Lula e a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), entre outros dirigentes petistas. 

O nome de Haddad já apareceu como um possível "plano B" para a candidatura presidencial do PT caso Lula seja impedido pela Justiça de disputar a eleição. Em público, as lideranças petistas nunca admitiram o estudo de uma alternativa ao nome do ex-presidente.

Haddad, que foi ministro da Educação de Lula, também vinha sendo cogitado como um nome do PT para a disputa pelo Senado em São Paulo, sobretudo depois de confirmado o nome de Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP), como pré-candidato ao governo paulista --outro cargo para o qual uma candidatura de Haddad foi especulada.

Eleito em 2012 como prefeito de São Paulo, Haddad tentou a reeleição no pleito do ano passado, mas perdeu no primeiro turno para João Doria (PSDB). 

Campanha tem coordenador, mas candidatura é incógnita

Apesar do planejamento anunciado para uma campanha, a participação de Lula na eleição de 2018 ainda depende de questões jurídicas. O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) marcou para 24 de janeiro o julgamento em segunda instância do chamado processo do tríplex, em que o ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa de Lula diz que não há provas dos crimes.

Se o tribunal confirmar a condenação da primeira instância, dada pelo juiz Sergio Moro, Lula pode ficar inelegível, segundo a Lei da Ficha Limpa. Mais que isso, o ex-presidente pode até mesmo ir para a prisão, já que um entendimento do STF permite a execução da pena a partir da segunda instância.

Lideranças do PT têm deixado claro que o partido vai brigar na Justiça pela candidatura de Lula. Se a condenação do ex-presidente for mantida, caberá ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinar se ele pode disputar a eleição.

No entanto, a questão só deve cair nas mãos da Justiça Eleitoral a partir de agosto, quando será aberto o prazo para o registro de candidaturas pelos partidos. Uma legenda ou coligação pode pedir a substituição de seu candidato até 20 dias antes da eleição, que em 2018 acontece em 7 de outubro.

Enquanto isso, Lula tem rodado o Brasil em ritmo de pré-campanha. O petista busca consolidar a ideia de que vai ser candidato mais uma vez e se diz alvo de perseguição política na Operação Lava Jato. Mesmo já condenado em um processo e réu em outros seis, o petista liderou a última pesquisa de intenção de voto do Datafolha, divulgada no dia 2. 

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