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Deputados do PSL se queixam de Onyx e da cúpula da transição, diz Joice

21.nov.2018 - A deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) participa de reunião do partido em Brasília - Fátima Meira/FuturaPress/Estadão Conteúdo
21.nov.2018 - A deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP) participa de reunião do partido em Brasília Imagem: Fátima Meira/FuturaPress/Estadão Conteúdo

Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

21/11/2018 19h21

A deputada eleita Joice Hasselman (PSL-SP) afirmou que um grupo de parlamentares do partido reclamou de “certo descontentamento” perante a atuação da cúpula durante o governo de transição em reunião da bancada da sigla em Brasília na tarde desta quarta-feira (21). O presidente eleito, Jair Bolsonaro, também do PSL, passou pelo encontro e, em cerca de 20 minutos, pediu apoio aos congressistas.

“Foi uma reunião em que alguns parlamentares apresentaram certo descontentamento, certo desconforto. ‘Ah, porque não estamos sendo ouvidos pelo governo’, aquela coisa toda”, declarou.

Um dos mais criticados teria sido o futuro ministro da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS). Segundo Joice, ele está totalmente disponível para atender aos parlamentares pesselistas e creditou a reclamação como “desencontro de informações” pela agenda cheia de Lorenzoni.

Nesta quinta-feira (22), um dos filhos de Bolsonaro, o deputado federal Eduardo (PSL-SP), deverá se reunir com Lorenzoni para tratar do assunto, entre outros.

Outro ponto de conflito seria o fato de o DEM contar com três ministros na composição do alto escalão de Bolsonaro: Tereza Cristina (Agricultura), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e o próprio Lorenzoni.

“Tem gente que brinca ser um governo do DEM. O Bolsonaro veio aqui hoje e falou ‘gente, por um acaso, por uma coincidência, essas pessoas são do DEM’. Não se trata de um atrelamento ao DEM”, disse Joice, reforçando ter havido indicações técnicas e dando uma “palavra de ânimo”.

Outros parlamentares que estiveram na reunião relataram que Bolsonaro negou que o DEM esteja sendo privilegiado e pediu o apoio da bancada tanto durante a transição quanto nos anos em que estiver no Palácio do Planalto. 

Eles afirmaram que a reunião serviu mais para que todos se apresentassem e começassem a rascunhar as pautas prioritárias do partido na Câmara e no Senado. Foi reiterada a necessidade de o PSL ocupar o maior espaço possível nas comissões das Casas e como encaixar melhor cada um de acordo com os perfis e afinidades.

Todos os presentes ouvidos pela reportagem falaram que não foram definidos líderes e apoio do partido nem a candidatos à Presidência da Câmara nem do Senado.

Apesar das questões em aberto, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) se disse candidato à Presidência da Câmara.

“Sim [vou até o final]. Coloquei meu nome, ué. Não posso ficar em cima do muro. Não entrei para negociar”, afirmou.

Após a reunião, Major Olímpio falou que a bancada está “preocupada em ajudar cada vez mais” e, por isso, questiona o que acontece nas articulações políticas. “Estavam sem essa interlocução”, relatou.

“Não querendo se meter em absolutamente nada. Governo de transição é de transição. É simplesmente uma forma de ajudar”, disse. Como exemplo, citou que a senadora Soraya Thronicke, eleita pelo PSL no Mato Grosso do Sul, ficou sabendo da nomeação de Tereza Cristina, do mesmo estado, para o Ministério da Agricultura por meio da imprensa.

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