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Bolsonaro recebe alta, deixa hospital e chega ao DF: "volta ao trabalho"

Nathan Lopes, Gustavo Maia e Luciana Amaral

Do UOL, em São Paulo e em Brasília

13/02/2019 12h20Atualizada em 13/02/2019 14h36

Resumo da notícia

  • Presidente sofreu um atentado a faca em 6 de setembro de 2018
  • Passou por duas cirurgias no ano passado e colocou uma bolsa de colostomia
  • Foi internado para a terceira cirurgia em 27 de janeiro. No dia 28, a bolsa de colostomia foi retirada
  • Após pneumonia, febre e náusea, teve alta nesta quarta-feira

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu alta após quase três semanas internado no hospital Albert Einstein, em São Paulo. No total, o político ficou internado por 18 dias.

Nas redes sociais, o presidente agradeceu pela recuperação. "Só tenho a agradecer a Deus e a todos por finalmente poder voltar a trabalhar em plena normalidade", declarou.

De acordo com o último boletim médico do hospital, Bolsonaro recebeu alta "com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral".

Bolsonaro foi para o aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e decolou para Brasília por volta das 13h, onde pousou por volta de 14h20.

Quando chegar a Brasília, Bolsonaro vai direto para o Palácio da Alvorada, sua residência oficial, segundo a assessoria do presidente. Ele está acompanhado da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e de assessores no retorno à capital federal.

Até o momento, não há previsão de compromissos para a tarde, informou.

No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, Bolsonaro embarcou para Brasília - Reprodução/Globo News
No aeroporto de Congonhas, em São Paulo, Bolsonaro embarcou para Brasília
Imagem: Reprodução/Globo News

Ao entrar no salão do Palácio do Planalto em que ocorreu a declaração à imprensa, Rêgo Barros disse que hoje seria uma fala de alegria e boas notícias. Segundo ele, Bolsonaro acordou "extremamente animado" e "ansioso" para retornar para casa e aos trabalhos.

Veja como será a rotina do presidente após a alta, segundo seu porta-voz:

  •  seguirá para o Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, onde mora com a família;
  • foi recomendado pela equipe médica para se manter em repouso pelos próximos dias;
  • deverá fazer uma autoavaliação quanto à sua capacidade de promover reuniões, receber ministros e realizar deslocamentos;
  • será monitorado pela equipe de médicos, enfermeiros e fisioterapeutas já pertencentes à Presidência, além dos cirurgiões em São Paulo, sem reforço de pessoal;
  • a agenda oficial para os próximos dias ainda não foi divulgada e está em aberto;
  • é possível que despache do Palácio do Planalto posteriormente.

O porta-voz também aproveitou a oportunidade para esclarecer pontos levantados de como teriam sido as complicações pós-operatórias do presidente:

  • a pneumonia não teria sido causada pelo uso de dispositivos hospitalares, mas pela aspiração de conteúdo gástrico, condição que pode ocorrer em situações de íleo paralítico prolongado;
  • foi identificado líquido na região do abdômen que foi drenado. Estava com um pouco de sangue, mas sem pus e sem indicação de infecção por bactérias ou vírus. Exames de cultura e de imagem descartaram a ocorrência de fístulas ou outras complicações cirúrgicas;
  • em nenhum momento houve suspeita de câncer.

Em 28 de janeiro, Bolsonaro passou por uma cirurgia para retirada da bolsa de colostomia que usava em razão do atentado a faca que sofreu em 6 de setembro durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG)

Para o procedimento --que reconstruiu o trânsito intestinal de Bolsonaro--, ele foi internado um dia antes, 27 de janeiro, e desde então ficou no hospital, onde foi montado um gabinete improvisado para que pudesse despachar, o que passou a fazer dois dias após a cirurgia.

A previsão era que o presidente tivesse alta no começo de fevereiro, mas ele acabou apresentado quadros de pneumonia bacteriana, febre e episódio de náuseas e vômitos

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