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Frota desconversa sobre Aécio: "vim de um partido que tinha o Queiroz"

16.ago.2019 - Deputado federal Alexandre Frota abraça o governador João Doria ao ser anunciado no PSDB - NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO
16.ago.2019 - Deputado federal Alexandre Frota abraça o governador João Doria ao ser anunciado no PSDB Imagem: NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDO

Bernardo Barbosa

Do UOL, em São Paulo

16/08/2019 19h04Atualizada em 16/08/2019 19h11

Minutos após se filiar ao PSDB, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) disse hoje em São Paulo não estar constrangido por agora dividir bancada com Aécio Neves (PSDB-MG), réu por corrupção e tentativa de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

"Eu estou chegando no partido agora, minha vida no partido começa agora", disse. "Não fico [constrangido], imagina. Eu estava num partido que tinha o Queiroz. Vou ficar constrangido?"

"Queiroz" é Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Segundo relatório do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras), Queiroz fez movimentações atípicas de R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017. O caso é investigado pelo Ministério Público do Rio.

Frota evitou opinar diretamente sobre a situação de Aécio, que corre risco de enfrentar um processo de expulsão. O novo tucano disse apenas que se trata de "um problema do partido".

O diretório paulista do PSDB tem realizado uma cruzada, liderada pelo governador João Doria e pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, pela expulsão de Aécio Neves.

"Não tenho que pedir desculpas ao Alckmin"

Frota também afirmou que não vai pedir desculpas ao ex-governador paulista Geraldo Alckmin, quadro histórico do PSDB, por xingamentos que fez a ele no passado.

"Isso é do passado. O novo PSDB para mim começa agora", afirmou. "Eu não tenho que pedir desculpas a ninguém, nem ao Alckmin.

Frota assinou sua ficha de filiação à tarde em evento na sede estadual do partido, na capital paulista. Ele foi recebido por Doria, Covas e pelo presidente do PSDB, Bruno Araújo.

O deputado foi expulso do PSL na terça (13), após meses de críticas abertas ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

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