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Presidente do TSE cria grupo para avaliar impactos da pandemia nas eleições

Ministra Rosa Weber, do STF - Rosinei Coutinho/SCO/STF
Ministra Rosa Weber, do STF Imagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Do UOL, em São Paulo

06/04/2020 22h54

A ministra Rosa Weber, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), criou hoje um grupo de trabalho para projetar os impactos da pandemia do novo coronavírus, especialmente nas eleições municipais, previstas para outubro.

O objetivo seria compilar dados e também avaliar as condições materiais para a realização do pleito.

O grupo será composto por um representante do gabinete da presidência, um representante do gabinete da vice-presidência, um da Corregedoria-Geral Eleitoral, um da diretoria-geral do TSE, um da secretaria de Tecnologia da Informação da Corte e um da assessoria de Gestão Eleitoral do Tribunal.

A presidência do TSE deve receber relatórios semanais sobre o andamento dos trabalhos.

Na semana passada, a ministra Rosa Weber disse que considerava "cedo" para debater o adiamento das eleições municipais deste ano.

"Quanto ao adiamento das eleições municipais 2020, entendo cuidar-se de debate precoce, não sendo demais repisar que tem como objeto matéria prevista expressamente no texto constitucional e na legislação infraconstitucional", disse a ministra Rosa Weber

A fala da ministra ocorreu depois que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), sugeriu que o Congresso adiasse as eleições municipais por causa da pandemia de coronavírus. Ele fez a declaração durante uma teleconferência realizada com prefeitos.

"Aliás, eu faço aqui até uma sugestão para vocês discutirem aí", iniciou o ministro. "Está na hora de o Congresso olhar e falar: 'Ó, adia". Faz um mandato tampão desses vereadores e prefeitos, porque eleição no meio do ano... uma tragédia, porque vai todo mundo querer fazer ação política. Eu sou político, não esqueçam disso."

As afirmações de Mandetta foram dadas quando os prefeitos de Campinas (SP), Jonas Donizette (PSB), e de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), o questionava sobre o problema na chegada das verbas aos municípios. Eles pediam que o dinheiro do governo federal viesse sem a intermediação dos estados.

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