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Eduardo Bolsonaro diz que Trump merece Nobel da Paz por "bater recorde"

Eduardo Bolsonaro é recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump - Joyce N. Boghosian/Casa Branca
Eduardo Bolsonaro é recebido pelo presidente dos EUA, Donald Trump Imagem: Joyce N. Boghosian/Casa Branca

Do UOL, em São Paulo

15/09/2020 16h38

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse, na tarde de hoje, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, merece ganhar o Nobel da Paz por "bater recorde".

"Enquanto a mídia mente que Donald Trump quer destruir o mundo, ele bate recorde de paz", iniciou o filho do presidente Bolsonaro, em seu perfil no Twitter. "Em semanas, o Presidente foi responsável por dois acordos de paz: Israel-Emirados Árabes Unidos e Israel-Bahrein, normalizando a relação destes três países", argumentou, em seguida.

Trump foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por sua participação no acordo histórico entre Israel e Emirados Árabes Unidos (EAU), segundo divulgado pela Fox News, na semana passada. A indicação partiu do norueguês Christian Tybring-Gjedde, parlamentar de extrema-direita do Partido do Progresso (FrP).

O anúncio foi feito por Gjedde em entrevista ao Rundown, podcast da Fox News. Na visão do parlamentar, Trump "devia ser recompensado" por seu papel na consolidação do acordo, anunciado em 13 de agosto, que normaliza as relações diplomáticas entre Israel e EAU. O presidente dos EUA ajudou a intermediar as negociações.

"Por seu mérito, acho que ele [Trump] fez mais tentando estabelecer a paz entre as nações do que a maioria dos outros indicados", defendeu o norueguês. "É uma região muito importante para o mundo. Todos os esforços que levam à paz [ali] deveriam ser recompensados com o Nobel."

Gjedde comparou o tratado aos Acordos de Camp David, de 1978, entre Israel e Egito, e os Acordos de Oslo, da década de 1990, entre Israel e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina). Nos dois casos, todas as partes receberam o Nobel da Paz (Anwar Sadat e Menachem Begin, no primeiro; Yasser Arafat, Shimon Peres e Yitzhak Rabin, no segundo).

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