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11 meses

Após crise provocada por E. Bolsonaro, Mourão exalta relação Brasil-China

Vice-presidente Hamilton Mourão no Palácio do Planalto - Adriano Machado
Vice-presidente Hamilton Mourão no Palácio do Planalto Imagem: Adriano Machado

Colaboração para o UOL

26/11/2020 11h26Atualizada em 26/11/2020 11h41

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) participou hoje de um evento sobre a relação entre o Brasil e a China. Ele fez o discurso de abertura e tratou de exaltar as parcerias com o país asiático. As declarações acontecem logo depois de o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) criar polêmica com os chineses, por causa da tecnologia 5G.

Mourão elogiou justamente a importância do conhecimento tecnológico chinês, mas dentro do contexto do desenvolvimento sustentável. Ele afirmou que "a realidade do pós-pandemia estará orientada pela busca de desenvolvimento econômico" e afirmou que a China terá participação importante nisso.

"As práticas predatórias, que caracterizam a ocupação do território ilegal, estão tipificadas na lei e são coibidas. Mas não basta reprimir. É preciso agregar valor e gerar rendas a partir de atividades sustentáveis. Para isso, poucos parceiros comerciais tem tantos recursos como a China. A transversalidade da temática ambiental deve ser motivo de união e cooperação internacional.

Mourão também ressaltou que Brasil e China não podem abrir mão de modelos próprios de desenvolvimento e elogiou o discurso do presidente daquele país, Xi Jiping.

"O governo chinês identifica com clareza a nova dinâmica do crescimento mundial. O presidente Xi Jiping destacou a importância desse processo, no que chamou de 'revolução verde' no discurso da ONU. Novas estratégias chinesas de sustentabilidade representam oportunidades para ampliar e diversificar nossas relações econômicas", disse.

O vice-presidente afirmou ainda que comércio com a China tem sido o principal motor do agronegócio brasileiro e que é preciso expandir a parceria para outros setores da economia.

"Observamos o crescimento em 20 anos dos vínculos entre os dois países, sustentados por complementaridade, que levou nosso agronegócio a atingir patamares incomparáveis. Precisamos agora olhar para o futuro de modo a encontrar meios de ampliar relações, criando oportunidades para outros setores da economia", declarou.

Eduardo Bolsonaro x China

Eduardo Bolsonaro, que é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, voltou a criticar a China nesta semana em suas redes sociais.

Na noite de segunda-feira (23), o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) insinuou que o Partido Comunista da China é um "inimigo da liberdade" e que o país asiático estaria querendo usar a rede 5G para violar dados de cidadãos e empresas.

Na terça-feira (24), a Embaixada da China no Brasil se pronunciou e disse que as declarações "infames" do deputado poderiam colocar em risco a relação entre os dois países.

"Isso é totalmente inaceitável para o lado chinês e manifestamos forte insatisfação e veemente repúdio a esse comportamento. A parte chinesa já fez gestão formal ao lado brasileiro pelos canais diplomáticos", disse a embaixada chinesa também nas redes sociais.

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