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Após dizer que Brasil está quebrado, Bolsonaro afirma: "está uma maravilha"

Jair Bolsonaro viu "onda da imprensa" em repercussão de fala sobre "Brasil quebrado" - Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo
Jair Bolsonaro viu "onda da imprensa" em repercussão de fala sobre "Brasil quebrado" Imagem: Alexandre Neto/Photopress/Estadão Conteúdo

Do UOL, em São Paulo*

06/01/2021 10h55Atualizada em 06/01/2021 12h59

Um dia depois de dizer que o Brasil está quebrado, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou a repercussão sobre a fala e afirmou a apoiadores na frente do Palácio da Alvorada que o país "está uma maravilha".

Bolsonaro se referiu à declaração de ontem com sorriso no rosto e disse que a imprensa "fez uma onda terrível".

"Ontem você viu que eu disse que o Brasil está quebrado? O Brasil está bem, uma maravilha, a imprensa sem vergonha, essa imprensa sem vergonha, fez uma onda terrível aí. Para a imprensa voltava o Lula a Dilma", disse, referindo-se aos ex-presidentes petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Ontem, em seu primeiro dia de trabalho em 2021, Bolsonaro disse que não "consegue fazer nada" com o "país quebrado" e citou como exemplo as mudanças na tabela do Imposto de Renda.

"O Brasil está quebrado, chefe. Eu não consigo fazer nada. Eu queria mexer na tabela do Imposto de Renda, tá, teve esse vírus, potencializado pela mídia que nós temos, essa mídia sem caráter", afirmou.

A declaração gerou grande repercussão, com opositores criticando a fala do presidente. Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que Bolsonaro se referia ao setor público e que não há divergência entre os dois na área econômica.

Hoje, Bolsonaro convocou uma reunião ministerial não prevista na agenda oficial divulgada pelo Palácio do Planalto. Guedes saiu de seu período de férias para participar do encontro.

Bolsonaro nega ligação de Temer

Na conversa com apoiadores, Bolsonaro negou ter conversado por telefone com o ex-presidente Michel Temer, como noticiado pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo. "De vez em quando eu falo com ele, mas tem mais de 30 dias que eu não falo com o Temer", disse.

De acordo com o colunista, Temer ligou para Bolsonaro para tranquilizá-lo caso o deputado Baleia Rossi (MDB), seu aliado, vença a eleição para a presidência da Câmara.

Desemprego

Bolsonaro também voltou a falar sobre a situação de desemprego no País, que atingiu 14,2% em novembro de 2020, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), que é mensal e realizada desde maio. Ontem, no retorno ao Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo afirmou que "uma parte considerável não está preparada para fazer quase nada", em referência à formação dos brasileiros.

Hoje, Bolsonaro também minimizou a fala e reforçou críticas ao educador Paulo Freire, patrono da educação brasileira.

"Ontem falei que parte dos brasileiros não estão preparados (sic) para o mercado de trabalho. Pronto, a imprensa falou que eu ofendi todos os empregados do Brasil. Agora, nós importamos serviços porque não tem gente habilitada aqui dentro. Porque há 30 anos é destruída a educação no Brasil, a geração Paulo Freire né?", declarou.

*Com informações da Estadão Conteúdo

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