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The Guardian chama de 'obsceno' passeio de moto de Bolsonaro na pandemia

The Guardian critico ato liderado por Bolsonaro e que causou aglomeração no RJ - Reprodução: The Guardian
The Guardian critico ato liderado por Bolsonaro e que causou aglomeração no RJ Imagem: Reprodução: The Guardian

Colaboração para o UOL

24/05/2021 09h39

Um dos jornais mais importantes do mundo, o britânico The Guardian repercutiu o passeio de motocicleta do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizado ontem no Rio de Janeiro, que causou aglomeração em plena pandemia de coronavírus. O ato contou com a presença do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.

O The Guardian classificou como "obsceno" o comportamento do presidente, e disse que o ato foi uma "tentativa" de Bolsonaro de "reenergizar seu movimento de extrema direita em declínio, enquanto a raiva pública cresce sobre sua forma de lidar com o surto de covid-19 no país".

"Milhares de bolsonaristas agitando bandeiras se reuniram em frente ao Parque Olímpico na zona oeste do Rio na manhã de domingo para a demonstração de apoio em duas rodas antes de rumar para o leste em direção aos distritos de praia ao sul e ao centro da cidade, com Bolsonaro perto da frente", relatou o jornal.

O jornal também deu destaque para as reações de opositores a Jair Bolsonaro, que bateram panelas e repudiaram o ato das varandas de seus apartamentos, chamando o presidente de "genocida".

"Muitos dissidentes denunciaram como 'genocida' sua forma de lidar com uma epidemia de covid-19 que matou quase meio milhão de brasileiros, quase metade do total de vidas perdidas na América Latina e no Caribe", disse a reportagem.

O argentino Clarín também repercutiu as cenas de Jair Bolsonaro aglomerando pelas ruas da capital fluminense, e ponderou que, "apesar do coronavírus", o presidente "liderou" uma marcha com motociclistas sem fazer uso de máscaras de proteção.

"Ao chegar na praia do Flamengo, próximo ao centro da cidade, o presidente desceu de sua motocicleta para passear entre os milhares de manifestantes que o aguardavam. Ele apertou a mão deles e posou para fotos com seus rostos descobertos", diz ressaltando o não uso da máscara de proteção contra o novo coronavírus por parte de Bolsonaro e seus apoiadores.

Chamando de "presidente de extrema direita" pelo jornal argentino, o Clarín destacou ainda as falas do presidente brasileiro contra os governadores e prefeitos, e disse que desde abril Bolsonaro "busca mobilizar sua base de fãs mais extremistas em um momento em que sua popularidade está no ponto mais baixo desde que chegou ao poder em 2019", e com pesquisas recentes mostrando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderando a corrida presidencial em 2022.

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