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Governo de coalizão é saída para sustentar governo no Brasil, diz Lira

Arthur Lira diz que centrão sempre foi importante para governos no Brasil desde a redemocratização - Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
Arthur Lira diz que centrão sempre foi importante para governos no Brasil desde a redemocratização Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

Do UOL, em São Paulo

28/07/2021 14h39Atualizada em 28/07/2021 14h46

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), disse hoje que a formação de um grupo de coalizão é a saída para sustentar governos no Brasil. Em entrevista à GloboNews, Lira ainda disse que o centrão foi importante para a governabilidade de diversos governos, inclusive o atual de Jair Bolsonaro (sem partido).

As declarações ocorrem após Bolsonaro nomear o senador Ciro Nogueira (PP-PI), representante do centrão e aliado de Lira, para a chefia da Casa Civil. Durante a campanha eleitoral, o presidente e aliados fizeram críticas a este grupo de parlamentares, que fizeram parte da sustentação de diversos governos. Na época, diziam que implementariam uma nova política. Assim, a aproximação do governo com o centrão tem gerado forte reação de opositores.

"O governo de coalizão sempre será a saída para sustentação de governo do Brasil. Os partidos de centro sempre deram sustentáculos para os presidentes eleitos, que precisam do apoio do parlamento para que tenham oportunidade de fazer valer todas as suas propostas no período eleitoral, de Fernando Collor a Bolsonaro, passando por FHC, Lula, Dilma", disse Lira.

"Essa versatilidade é chamada de centrão. Em cada momento, esses partidos têm essa alcunha. O mais importante é sabermos da nossa estabilidade, independente de qualquer governo, para ajudar qualquer governo, sabendo nossos limites, para ajudar o Brasil tocar suas pautas", completou.

A denominação "centrão" surgiu na política brasileira em referência a partidos que, segundo críticos, não têm um interesse programático, mas são conhecidos para negociar cargos e favores. No geral, as siglas do centrão são ideologicamente conservadoras, com histórico de associação a diferentes governos.

Ciro Nogueira é símbolo do chamado centrão

A ida de Nogueira para a Casa Civil é estratégica para fortalecer o governo no Senado, onde tem perdido apoio com o avanço da CPI da Covid. Ele é presidente do PP (Partido Progressistas), um dos principais partidos do bloco de parlamentares do centrão, que dá sustentação parlamentar ao governo.

Apesar de compor a tropa de defensores do governo na CPI, Nogueira tem evitado embates mais duros, e o governo temia um desembarque do aliado.

O PP também é o partido de Arthur Lira, que vem segurando as pressões para a abertura de um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Há mais de cem pedidos protocolados na Câmara, mas a decisão de abrir um processo depende do presidente da Casa.

Além disso, o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), também pertence ao partido. O deputado está na mira da CPI da Covid devido a negócios suspeitos quando era ministro da Saúde ainda na gestão Michel Temer (MDB) e por acusações de que teria atuado para fechar a compra da vacina Covaxin sem aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e com valor acima das concorrentes.

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