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1 mês

Aziz diz que vai marcar depoimento de dono da Precisa para semana que vem

Do UOL, em São Paulo

02/08/2021 09h09Atualizada em 02/08/2021 10h46

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou hoje que pretende marcar para 11 de agosto o depoimento do dono da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. O depoimento do empresário estava agendado para esta quarta-feira (4), mas foi adiado porque ele está em viagem à Índia.

"O advogado dele nos encaminhou documentos dizendo que a partir do dia 10 [de agosto] ele [Maximiano] estará à disposição da CPI. Eu vou marcar para o dia 11 para ele estar na CPI", declarou Aziz em entrevista ao UOL News Manhã.

De acordo com Aziz, o convite para o empresário comparecer à CPI foi feito em 25 de julho, mas os documentos apresentados mostravam que ele havia viajado à Índia um dia antes. Por isso, segundo Aziz, não é possível adotar nenhuma medida contra Maximiano neste momento.

"A CPI não pode tomar nenhuma atitude porque o convite foi feito um dia após ele viajar. Vamos esperar mais uma semana", afirmou.

Na semana passada, o vice-presidente da comissão, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), chegou a falar na possibilidade de pedir a prisão de Maximiano, que, segundo o senador, estaria tentando fugir do depoimento. Inicialmente, o testemunho do dono da Precisa estava previsto para antes do recesso parlamentar, mas foi adiado após decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) dar a ele o direito de ficar em silêncio.

CPI deve pedir afastamento de Mayra Pinheiro

Na entrevista ao UOL News, Aziz também disse que a pausa nos trabalhos da CPI foi bastante produtiva e permitiu que os senadores se aprofundassem nos dados para inquirir os próximos depoentes.

Foi durante esse período que a comissão encontrou um vídeo em que secretária da Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, pede sugestões de perguntas para enviar aos senadores governistas fazerem a ela durante seu depoimento.

De acordo com Aziz, a CPI deve votar amanhã um requerimento do senador Randolfe Rodrigues pedindo o afastamento de Mayra do Ministério da Saúde.

"Isso é muito sério. Imagina um juiz que vai inquirir o réu e o advogado leva as perguntas para ele. Ela não citou os nomes dos senadores, mas nós vamos questionar isso", disse Aziz.

A defesa de Mayra entrou com uma ação no STF questionamento o vazamento desse vídeo, alegando que o conteúdo em posse da CPI estava sob sigilo. O Supremo deu prazo de cinco dias para que a comissão explique a divulgação do vídeo na imprensa.

A secretária do Ministério da Saúde afirmou também que pedirá uma indenização por danos morais ao senador Omar Aziz pela divulgação do vídeo.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.