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Ministério de Damares diz atuar pela 'preservação da saúde' de Jefferson

O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson - Valter Campanato/Agência Brasil
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

31/08/2021 21h24

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, comandado por Damares Alves, informou hoje que tem atuado para dar assistência ao presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, preso desde o dia 13 de agosto por suspeita de envolvimento com uma milícia digital que atua contra a democracia. A pasta, no entanto, não explicou como seria feita essa ajuda.

Ao UOL, o ministério disse que o objetivo é a "preservação da saúde" de Jefferson, "em razão de sua condição de idoso". Ontem, Jefferson passou mal e foi encaminhado para atendimento médico à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do presídio Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, no Complexo de Gericinó, zona oeste do Rio de Janeiro.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos informa que desde as últimas semanas articula com várias instituições pela preservação da saúde do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, que se encontra preso no Rio de Janeiro, em razão de sua condição de idoso. Ministério da Damares, em nota

Mais cedo, após apelo de auxílio ao político, a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) disse por meio das redes sociais que havia conversado com a ministra Damares Alves sobre a situação de Jefferson.

"[Ela, Damares] me informou que a Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos está trabalhando para que Roberto Jefferson receba cuidados devidos. Ele é idoso, durante a pandemia, idosos estão sendo libertados. Ele está doente e seu caso inspira cuidados."

Após o ex-deputado e aliado político de Bolsonaro se sentir mal, a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) informou em nota que Jefferson solicitou atendimento "alegando um mal-estar gástrico". Ainda segundo a pasta, o presidente nacional do PTB passou por exames, foi medicado e, após avaliação médica, recebeu alta e já voltou para a cela.

A Seap informa que o interno Roberto Jefferson solicitou atendimento médico alegando um mal-estar gástrico, na tarde desta segunda-feira (30/08), e foi encaminhado ao Pronto-Socorro Hamilton Agostinho (UPA), no Complexo de Gericinó. O mesmo passou por exames e foi medicado. Após avaliação médica, o interno recebeu alta e já está retornando para a unidade.
Seap, em nota

Roberto Jefferson foi preso após determinação do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes sob suspeita de envolvimento com uma milícia digital contra a democracia. Durante sua audiência de custódia, ele pediu que sua prisão fosse convertida em domiciliar por causa de problemas de saúde.

Na audiência, também alegou ter cerca de R$ 6 mil em conta corrente, não possuir aplicações e nem poupança. No entanto, ele recebe R$ 46 mil por mês de duas fontes: a aposentadoria da Câmara dos Deputados e uma espécie de salário do PTB.

Denúncia da PGR

Ontem, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou denúncia contra Roberto Jefferson por incitação ao crime e homofobia. O documento, datado de 25 de agosto, é assinado pela subprocuradora Lindôra Araújo e foi enviado ao STF na semana passada.

A denúncia foi motivada por entrevistas e publicações em que o ex-deputado estimulou a população a atacar o Congresso Nacional, o STF e o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

"Nos dias 21/2, 24/5, 23/7, 26/7, 28/7 e outros em 2021, por meio de publicações em redes sociais e de entrevistas concedidas, Roberto Jefferson praticou condutas que constituem infrações penais previstas no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor", diz um trecho do documento, ao qual o UOL teve acesso.

No ofício, a PGR detalha publicações nas redes sociais e entrevistas concedidas por Jefferson a alguns veículos de comunicação e diz que o ex-deputado "praticou condutas que constituem infrações penais previstas no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei que define os crimes resultantes de preconceito de preconceito raça ou cor".

Em falas relatadas na denúncia, Jefferson ameaça invadir o Congresso Nacional e ataca instituições como o STF. A PGR também lista declarações do político sobre "colocar para fora a pescoção os senadores" que compõem CPI da Covid e sobre "botar fogo no Tribunal Superior Eleitoral" em protesto a favor do voto impresso.

Também é reproduzida uma entrevista em que o ex-deputado compara a população LGBT a drogados e traficantes.

Em contato com o UOL, a defesa de Roberto Jefferson informou que se manifestaria em breve.

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