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Datena cita pesquisa e diz que não aceita ser vice em caso de fusão DEM-PSL

José Luiz Datena citou desempenho em pesquisa do Ipec para defender sua posição - Diego Padgurschi/UOL
José Luiz Datena citou desempenho em pesquisa do Ipec para defender sua posição Imagem: Diego Padgurschi/UOL

Do UOL, em São Paulo

23/09/2021 12h13Atualizada em 23/09/2021 14h07

O apresentador José Luiz Datena disse hoje, ao entrevistar o pré-candidato à presidência Ciro Gomes (PDT) para o programa de rádio Manhã Bandeirantes, que não aceitará ser candidato a vice-presidente caso a fusão entre PSL e DEM seja concretizada.

Datena se filiou recentemente ao PSL e foi alçado a pré-candidato nas eleições de 2022. Porém, uma possível fusão com o DEM, que está em discussão nos partidos, pode mudar a situação do apresentador dentro do cenário eleitoral.

Ao dizer que aparecia na frente do ex-ministro Luís Henrique Mandetta e do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (ambos do DEM), em um dos cenários da pesquisa divulgada ontem pelo Ipec, Datena disse que não aceitaria ser vice de nenhum dos dois. Ele também destacou seu desempenho em relação ao governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

"Mesmo no segundo cenário estou na frente do Doria. Do Doria, do Mandetta, do Pacheco... Os caras estão fundindo o partido e querem que eu seja vice do Mandetta, do Pacheco... Já estou dizendo que não vou ser. Não vou ser", disse.

O levantamento do Ipec, criado em fevereiro por ex-executivos do Ibope Inteligência, aponta em um dos cenários Datena com 3% das intenções de voto, na frente de João Doria (2%), Luiz Henrique Mandetta (1%) e Rodrigo Pacheco (1%). Neste cenário, a pesquisa mostra Lula (PT, 45%), Jair Bolsonaro (sem partido, 22%), Ciro Gomes (PDT, 6%) e Sergio Moro (5%) a sua frente.

Segundo o "Jornal Nacional", o Ipec ouviu 2.002 pessoas de 141 municípios. O levantamento foi feito entre os dias 16 e 20 de setembro, e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que significa dizer que os resultados da pesquisa têm 95% de chance de representar a realidade.

Datena ainda reclamou não aparecer no primeiro cenário traçado pelo Ipec, que teve Lula (48%), Jair Bolsonaro (23%), Ciro Gomes (8%), João Doria (3%) e Luiz Henrique Mandetta (3%).

"Eu sou candidato lançado pelo partido e o Doria não é ainda, tem que passar pelo Eduardo Leite na convenção. Ele aparece em todos os cenários de todas as pesquisas. Só apareço no quarto e desta vez no segundo. Não estou reclamando de resultados da pesquisa, mas eu deveria estar no 1º cenário", disse o apresentador.

A conversa entre Datena e Ciro Gomes foi marcada por elogios e clima de cordialidade. Porém, eles não comentaram o convite feito pelo PDT ao apresentador, com a possibilidade de ele ser vice de Ciro na chapa para 2022.

Ciro vê "retrato do momento"

Entrevistado por Datena, Ciro Gomes atribuiu seu desempenho na pesquisa ao "cenário do momento" e disse que mudanças podem ocorrer. Ele acredita que os líderes Jair Bolsonaro e Lula podem sofrer abalos de popularidade conforme as eleições se aproximem.

"Pesquisa é um retrato e a vida é filme. Retrato do momento deve ser esse. Bolsonaro está na mídia todo dia falando bobagem, loucuras, mas está todo dia na mídia lembrando que é presidente e a eleição é um mandato de 8 anos com plebiscito no meio. Parece que ele é derrotado da estação, vamos ver se confirma", disse.

"O Lula foi presidente da República, está nas eleições de 1989, mas quando o povo começar a se lembrar ou ser lembrado que foi o Lula que produziu essa crise econômica, que levou a corrupção para o centro do modelo de poder no Brasil (...). Quando tudo isso vier à tona, será que esse retrato vai virar o filme que nós estamos vendo ai? Duvido, conheço a sabedoria do povo brasileiro", disse.

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