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Com Guimarães, comitiva de Bolsonaro que foi a NY tem 4 casos de covid-19

20.fev.2020 - Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante lançamento do crédito imobiliário com taxa fixa - Marcos Corrêa/PR
20.fev.2020 - Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, durante lançamento do crédito imobiliário com taxa fixa Imagem: Marcos Corrêa/PR

Lucas Valença e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

24/09/2021 18h01Atualizada em 26/09/2021 16h51

Com a confirmação de que o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, foi diagnosticado com a covid-19, subiu para quatro o número de infectados pelo novo coronavírus na comitiva presidencial que foi à Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e um diplomata que ajudou a organizar a viagem também contraíram a doença.

Nesta sexta-feira (24), os ministros Bruno Bianco, da AGU (Advocacia-Geral da União), e Tereza Cristina, da Agricultura, que não estiveram na viagem, mas que circularam em ambientes nos quais estiveram integrantes da comitiva, também confirmaram que estão com o novo coronavírus.

Depois do anúncio do diagnóstico de Queiroga, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma recomendação para que os 18 integrantes da comitiva presidencial permanecessem em quarentena de 14 dias, mas após cinco dias o grupo poderá tomar fazer um novo teste se ser liberado em caso de resultado negativo para a covid.

Embora possam deixar o isolamento social mais cedo, eles deverão continuar em acompanhamento médico até o fim das duas semanas.

Neste domingo (26), a assessoria de imprensa do Planalto informou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou negativo para a covid-19. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e os ministros Anderson Torres (Justiça), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Gilson Machado (Turismo) também disseram ter testado negativo hoje à tarde. Todos estes estiveram na viagem a Nova York.

Ao anunciar que foi infectado pelo vírus, o filho "03" do presidente Bolsonaro voltou a levantar falsas suspeitas sobre a eficácia das vacinas. Pelas redes sociais, Eduardo Bolsonaro afirmou que "as vacinas foram feitas mais rápidas do que o padrão".

"Isso significa que a vacina é inútil? Não creio. Mas é mais um argumento contra o passaporte sanitário", escreveu.

Não é a primeira vez que ele sugere que a rapidez na produção de vacinas teria afetado a capacidade de imunização ou pulado etapas importantes do processo. Checagem feita pelo Projeto Comprova, do qual o UOL faz parte, sobre outra declaração de Eduardo, aponta que parte da agilidade no desenvolvimento dos imunizantes se deu ao maior investimento em pesquisas.

Eduardo foi vacinado em agosto deste ano e teve a primeira dose aplicada pelo ministro Queiroga.

Em Nova York, o deputado não chegou a cumprir agenda oficial, mas acompanhou o pai e ministros em seus compromissos, foi às compras na 5ª Avenida, onde foi vaiado em uma loja, e visitou, sem máscara, a sede do aplicativo pró-Trump GTTR.

Em 2020, comitiva teve 23 casos de covid

Em março do ano passado, ao menos 23 pessoas que integraram a comitiva presidencial numa visita ao então presidente Donald Trump, nos Estados Unidos, tiveram diagnóstico de covid. À época, apenas um deles ficou nos EUA — os demais voltaram ao Brasil.

Dentre os infectados estavam o então secretário de Comunicação da Presidência, Fábio Wajngarten, o ajudante de ordem do presidente Bolsonaro, Mauro César Barbosa, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS), o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, e a advogada eleitoral de Bolsonaro, Karina Kufa.

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