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15 dias

Bolsonaro testa negativo para covid-19 após viagem para NY com 3 infectados

Luciana Amaral e Lola Ferreira

Do UOL, em Brasília e no Rio de Janeiro

26/09/2021 10h12Atualizada em 26/09/2021 19h51

A assessoria de imprensa do Planalto informou hoje pela manhã que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) testou negativo para a covid-19 após viagem para Nova York nesta última semana.

O exame foi realizado na manhã de hoje mesmo, no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência em Brasília. A informação foi inicialmente dada pela CNN, confirmada pelo UOL e depois oficializada pelo Palácio do Planalto.

Bolsonaro afirma não ter se vacinado ainda contra a covid-19. A primeira-dama, Michelle Bolsonaro, de 39 anos, se vacinou na viagem aos Estados Unidos. Pelas regras do governo do Distrito Federal, local onde mora, pessoas de sua faixa-etária já poderiam ter tomado a vacina desde o mês de julho.

Após repercussão negativa da vacinação no exterior, o governo federal soltou nota afirmando que ela se vacinou por sugestão de um médico ao se submeter ao teste de PCR, obrigatório para autorização de embarque de volta ao Brasil. "Como já pensava em receber o imunizante, resolveu aceitar", justificou a nota.

Apesar de não ter tomado a vacina no DF, que estava disponível para a sua faixa etária há dois meses, Michelle disse "respeitar e admirar" o SUS (Sistema Único de Saúde).

Hoje à tarde, pelas redes sociais, Michelle Bolsonaro afirmou também ter testado negativo para a covid-19 após teste. Fizeram o mesmo os ministros Anderson Torres (Justiça), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência) e Gilson Machado (Turismo).

A delegação brasileira para a Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) teve três infectados: o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que continua em isolamento nos EUA, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente, e um diplomata responsável por ajudar a organizar a viagem.

Depois do anúncio do diagnóstico de Queiroga, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma recomendação para que os integrantes da comitiva presidencial permanecessem em quarentena de 14 dias, mas, após cinco dias, o grupo poderia fazer um novo teste e ser liberado em caso de resultado negativo para a covid. Bolsonaro voltou ao Brasil na quarta-feira (22).

Na sexta-feira (24), os ministros Bruno Bianco, da AGU (Advocacia-Geral da União), e Tereza Cristina, da Agricultura, que não estiveram na viagem, também confirmaram que estão infectados com o novo coronavírus.

Retorno ao Planalto e viagens pelo país

Com o resultado negativo, Bolsonaro deve retornar ao trabalho no Palácio do Planalto amanhã. Em sua agenda estão programados um evento da Caixa Econômica Federal, uma solenidade alusiva ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência e reuniões internas.

A partir de terça (28), a expectativa é que ele participe de série de eventos para comemorar os mil dias de seu governo em viagens pelo país. A intenção é fazer anúncios e entregar parte de obras ao lado de ministros e políticos aliados locais ao longo da semana.

Na terça, por exemplo, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, vai inaugurar uma conexão via satélite para internet banda larga em um assentamento de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Bolsonaro deve fazer uma participação ao vivo, mas por videoconferência. Isso porque o presidente já deve participar de outros eventos pessoalmente.

Na quarta-feira (29), há a expectativa de que Bolsonaro participe de evento para a assinatura de contrato de concessão dos aeroportos do bloco Norte em Boa Vista, em Roraima.

Na sexta (1º), o presidente deve ir para Anápolis, em Goiás, para a assinatura do contrato de concessão de estradas federais. No mesmo dia, deve ir ainda para Maringá, no Paraná, reduto eleitoral do líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), que também estará presente, para a inauguração das obras de ampliação da área operacional do aeroporto regional.

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, é esperado para participar de grande parte desses eventos. Além de ser o titular da pasta responsável por vários dos atos, Tarcísio é cotado para ser lançado a um cargo eleitoral no ano que vem ou até mesmo a ser vice de Bolsonaro em sua tentativa de reeleição.

De acordo com a última pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, 59% dos entrevistados disseram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum —a maior rejeição registrada entre os presidenciáveis.

Segundo o mesmo Datafolha, o presidente tem hoje 25% das intenções de voto, em segundo lugar na corrida eleitoral, atrás apenas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 44%.

Já pesquisa Ipec divulgada na última quarta (22) pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, mostra Lula liderando o primeiro turno das eleições presidenciais de 2022 em dois cenários distintos, com mais de 20 pontos percentuais de vantagem para Bolsonaro.

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