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Política

PSDB quer Presidência da República e distância de Lula, PT e Bolsonaro

Colaboração para o UOL, em Brasília

13/10/2021 11h41Atualizada em 13/10/2021 18h24

Na iminência da votação das prévias do PSDB para escolher o candidato que irá pleitear a presidência da República em 2022, o presidente nacional do partido, Bruno Araújo, deixou claro que a legenda não deseja apenas mais espaço na política brasileira.

"O PSDB não almeja espaço, almeja ter o presidente da República", falou ao UOL Entrevista. "Não vamos tirar daqui manchete de que o PSDB está disposto a abrir mão da posição e não ter candidato a presidente", reforçou.

Para oficializar a terceira via, como foi chamada a tentativa de construir uma alternativa a Lula (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido), alguns analistas apontam que algum partido terá que ceder e não concorrer ao cargo de presidente. No entanto, esse não deve ser o caso do PSDB.

"Vamos conversar com todos fora do extremismo", disse o presidente da legenda. "O PSDB quer distância de Lula, do PT e de Bolsonaro", completou. Segundo a análise dele, os dois representam uma porção importante das intenções de voto, mas o partido ainda tem chance de captar novos votantes.

"O PSDB pode buscar eleitores bolsonaristas arrependidos. Para parte dos eleitores de Lula, PSDB volta a ser alternativa para vencer a eleição", afirmou.

Perguntado sobre onde o partido se encaixa na "régua política" e ideológica, Araújo disse que a legenda "está na régua do Brasil". "Discurso acadêmico não resolve nada. Queremos saber o que nos distancia do eleitorado que rejeita Lula e o que nos distancia da parte que rejeita Bolsonaro", falou.

Saída de Alckmin e prévias de SP

A saída do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin do partido "é um problema de ordem pessoal com o governador de São Paulo (João Doria)", disse Araújo ao UOL Entrevista. O presidente do PSDB reforçou que a legenda possui "o maior respeito por Alckmin, pelos serviços que prestou ao país e ao estado de São Paulo".

Tratando do governo do estado e das prévias que se aproximam, Araújo falou que a nomeação do candidato que irá pleitear o governo de São Paulo será junto com a definição de quem será lançado para concorrer à presidência.

No entanto, o presidente do PSDB disse não saber quem está concorrendo nas prévias de São Paulo, o maior colégio eleitoral do Brasil. "São Paulo tem autonomia para resolver suas questões", disse.

Prévias para presidência

Concorrem nas prévias do PSDB para a presidência do Brasil o governador de São Paulo, João Doria; o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite; e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio.

"Doria vai trabalhar com a vacina e disciplina. Leite, com ares novos de esperança. Meu papel vai ser de coordenador e apurar resultado", falou Araújo.

Depois de definido o nome que irá às urnas representando o PSDB no próximo ano, o partido deverá pedir a saída de membros que não apoiam o escolhido em 21 de novembro. "Vamos pedir àqueles que não tiverem compromisso com o candidato que busquem conosco um desenho negociado de buscar seu caminho", explicou o presidente da legenda.

Governo Bolsonaro

Declaradamente oposição ao governo Bolsonaro, o presidente do PSDB fez críticas à gestão do presidente, especialmente durante a pandemia. Araújo lembrou da lentidão do mandatário federal em fechar acordos de vacinas contra a covid-19.

Perdemos importantes 60 dias de vacinação, a economia parada por mais tempo e uma série de falta de medidas preventivas. Ele (Bolsonaro) tem uma parte de culpa muito substancial do ponto de vista sanitário e econômico. [...] A maior culpa do governo Bolsonaro é o velho dragão da inflação, que atinge mais a população pobre."

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