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Política

Grupo antivacina exibe cartaz com suástica na Câmara de Londrina

Colaboração para o UOL

27/10/2021 17h08

Um grupo manifestantes antivacina exibiu um cartaz com a imagem de suástica, em ato realizado nesta quarta-feira (27) em frente à Câmara Municipal de Londrina, no Paraná. O símbolo, apropriado pelo regime nazista, representa a "identidade ariana" de adeptos da ideologia de Hitler. No Brasil, apologia ao nazismo é crime, com pena prevista de até cinco anos de prisão.

O protesto ocorreu pouco antes de os vereadores deliberarem sobre um decreto que prevê a obrigatoriedade de imunização dos servidores municipais contra o coronavírus. A Câmara ainda não havia se manifestado sobre o ocorrido até a última atualização desta reportagem. No plenário, alguns vereadores repudiaram o ocorrido.

O protesto ocorreu pouco antes de os vereadores deliberarem sobre um decreto que prevê a obrigatoriedade de imunização dos servidores municipais contra o coronavírus. - Reprodução/Twitter - Reprodução/Twitter
suástica Londrina
Imagem: Reprodução/Twitter

"A gente respeita todo e qualquer manifesto, de qualquer natureza, só que não podemos aceitar aqui manifestações que extrapolem o limite da legalidade, que afrontem nossa Constituição, que afrontem nossa dignidade, até em memória de tudo que já aconteceu na história", condenou Matheus Thum (PP). O parlamentar também cobrou que a Câmara Municipal investigue o caso. "Não podemos aceitar apologia de ideologias nazistas, que vêm ferir gravemente as leis brasileiras", completou.

Em 20 de outubro, um grupo de manifestantes antivacina e contra o passaporte vacinal entrou na Câmara de Vereadores de Porto Alegre, provocando uma briga generalizada. Um dos manifestantes portava cartaz com a imagem de uma suástica. Durante debate sobre o veto do prefeito Sebastião Melo (MDB) à obrigatoriedade de apresentação do comprovante de imunização contra covid-19, pessoas contrárias e a favor do passaporte vacinal trocaram tapas, socos e mordidas na sessão.

Votação

Os vereadores rejeitaram, na sessão desta terça, a inclusão na pauta, em regime de urgência, do projeto de decreto legislativo que busca sustar decreto do Executivo de 28 de setembro de 2021, que obriga todos os agentes públicos municipais a se vacinarem contra a covid-19.

Um pedido de inclusão na pauta desta terça havia sido apresentado por sete vereadores. Para aprovação, eram necessários dez votos favoráveis em plenário. O pedido recebeu nove votos favoráveis, nove contrários e uma ausência. O projeto de decreto legislativo foi protocolado na sexta-feira passada (22) e ainda não foi analisado por nenhuma comissão permanente da Câmara.

O decreto do Executivo determina que os servidores municipais deverão comprovar a regularidade do esquema vacinal contra a covid-19, até a segunda dose, ou a recusa devidamente justificada, no ato de requerimento de licença-prêmio, promoção funcional por conhecimento, turno especial de trabalho e afastamento para estudo.

Com a rejeição do pedido de urgência, o PD seguirá os trâmites e prazos tradicionais, com envio para análise da Comissão de Justiça e, depois, para a Comissão de Seguridade Social. Na sequência, a proposta poderá ser votada em plenário, em dois turnos.

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