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Ministro sugere medidas 'rígidas' para não vacinados que entram no Brasil

Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas - Divulgação/Ministério da Infraestrutura
Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas Imagem: Divulgação/Ministério da Infraestrutura

Do UOL, em São Paulo

29/11/2021 09h26Atualizada em 29/11/2021 11h03

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, foi criticado nas redes sociais após defender procedimentos sanitários mais rígidos para entrada de não vacinados no Brasil em razão da descoberta da nova variante do coronavírus, descoberta na África do Sul e batizada de ômicron.

"A gente tem defendido a abertura, isso não só aqui no Brasil, para aquelas pessoas que estejam com a imunização completa, com as vacinas reconhecidas pela OMS. Entendo que isso é importante para a economia de todos os países.", começou.

E completou: "Diminuição das exigências sanitárias para aqueles com imunização completa e procedimentos mais rígidos do ponto de vista sanitário, maiores decisões, para aqueles que não tem imunização completa. É nessa linha que a gente vai seguir", declarou o ministro a jornalistas no sábado (27). A fala foi transmitida pela Jovem Pan News.

Tarcísio — que discute com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sua candidatura ao governo de São Paulo — foi duramente criticado por pessoas antivacinas nas redes sociais e o ministro rebateu ontem que a fala foi "tirada de contexto, totalmente".

Respondendo diversas mensagens de internautas, Tarcísio declarou ser "contra lockdown e obrigatoriedade de vacinação", assim como o presidente Bolsonaro.

"Apenas defendi que melhor do que falar em fechamento de fronteiras, para voos internacionais, seria melhor cobrar a vacinação dos estrangeiros que chegam ao Brasil. Seria uma forma de manter os voos", explicou o ministro.

O membro do governo Bolsonaro ainda esclareceu que a exigência de medidas duras para viajantes não vacinados que entram no Brasil seria uma forma de substituir outras ações mais rígidas.

"Caso o estrangeiro não tenha sido vacinado, poderia se exigir outras medidas, como [teste] PCR", explicou Tarcísio a outro internauta, completando que a "sugestão não [foi] aceita e fronteiras com países em que a nova variante apareceu foram fechadas".

Fronteiras

Conforme recomendação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Portaria Interministerial n. 660, de 27 de novembro de 2021, proibiu voos com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pela República da África do Sul, República de Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue.

A agência também recomendou que Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia fossem incluídos na lista de países sujeitos a restrições.

De acordo com a Portaria vigente, o viajante brasileiro procedente ou com passagem pela República da África do Sul, República do Botsuana, Reino de Essuatíni, Reino do Lesoto, República da Namíbia e República do Zimbábue, nos últimos quatorze dias antes do embarque, ao ingressar no território brasileiro, deverá permanecer em quarentena, por quatorze dias, na cidade do seu destino final.

Anvisa identifica caso de covid

Um passageiro brasileiro vindo da África do Sul e que desembarcou no aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, no sábado (27), testou positivo para covid-19, informou a Anvisa em nota.

Ainda não se sabe se a pessoa, cujo nome não foi divulgado, foi infectado com a nova variante ômicron, identificada pela primeira vez na África do Sul e já detectada em ao menos 12 países.

A Anvisa destacou que, desde a última sexta-feira (26), ao identificar o risco de transmissão da nova variante ômicron, já vem atuando para captação de eventuais riscos de sua disseminação no Brasil.

O passageiro em questão chegou ao Brasil em um voo da Ethiopian Airlines com teste negativo e assintomático. Mas após o desembarque, a Anvisa foi informada, às 21h12 do sábado, sobre o resultado positivo de novo teste de RT-PCR, realizado pelo laboratório localizado no aeroporto de Guarulhos.

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