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SP: Relatora pede que deputado seja suspenso por chamar papa de 'vagabundo'

Deputado estadual Frederico d"Avila (PSL-SP) atacou a Igreja Católica, o Papa Francisco e o arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, em discurso na tribuna da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo)  - Divulgação/Marco A.Cardelino/Agência Alesp
Deputado estadual Frederico d'Avila (PSL-SP) atacou a Igreja Católica, o Papa Francisco e o arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes, em discurso na tribuna da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) Imagem: Divulgação/Marco A.Cardelino/Agência Alesp

Do UOL, em São Paulo

10/12/2021 19h35

A deputada estadual Marina Helou (Rede), relatora do processo que apura quebra de decoro do deputado Frederico d'Ávila (PSL), propôs a suspensão do mandato do colega por três meses. O parecer, encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), deve ser votado na próxima segunda-feira (13).

Em 14 de outubro deste ano, d'Ávila fez um discurso na tribuna da Casa no qual atacou a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida (SP), Dom Orlando Brandes. O deputado se referiu a Brandes como "safado", e ao papa como "vagabundo", além de dizer que a CNBB era um "câncer que precisa ser extirpado".

Dias depois, o parlamentar pediu "desculpas pelo excesso cometido". Em carta aberta ele afirmou que o ataque aconteceu "inflamado por problemas havidos nos dias anteriores". Mas o caso levou a cinco representações por quebra de decoro parlamentar e à abertura do processo no fim de novembro.

A deputada propôs que d'Ávila, além de ter o mandato suspenso, seja afastado de toda e qualquer atuação referente ao ofício parlamentar, como o acesso de seu gabinete e ao recebimento de salário. Já o deputado Enio Tatto (PT) votou pela suspensão do colega por seis meses. E o deputado Delegado Olim (PP) sugeriu uma penalidade de censura - mais branda que as demais.

O parecer deve ser votado em reunião do grupo na segunda-feira pelos nove deputados do Conselho de Ética. Se aprovado, ele poderá ser enviado ao plenário da Casa após ser transformado em projeto de lei pela Mesa Diretora. Para ser afastado do cargo, são precisos no mínimo 48 votos a favor do afastamento em plenário.

Por e-mail, o UOL procurou o deputado Frederico d'Ávila. Caso o parlamentar queira se manifestar, essa matéria será atualizada.