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Fábio Faria abre mão da candidatura ao Senado e seguirá como ministro

Ministro das Comunicações, Fábio Faria - Agência Brasil
Ministro das Comunicações, Fábio Faria Imagem: Agência Brasil

Do UOL, em São Paulo

22/02/2022 16h09Atualizada em 22/02/2022 21h13

O ministro das Comunicações, Fábio Faria, disse, na tarde de hoje, que não vai disputar as eleições deste ano. Atualmente no PSD, Faria era pré-candidato ao Senado pelo Rio Grande do Norte. Dentro do governo, havia uma disputa entre ele e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (PL), sobre quem iria postular à vaga de senador pelo estado.

"Tive hoje uma conversa com o ministro Rogério Marinho. Já tinha tomado uma decisão, mas hoje decidimos fazer essa comunicação, retirar a pré-candidatura", disse Faria, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.

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Marinho entrou no PL no mesmo dia do presidente Jair Bolsonaro, em 30 de novembro, e é visto no Planalto como mais empenhado em assumir o rótulo de "bolsonarista". Faria, por sua vez, tem assumido posição mais cautelosa. De acordo com aliados, o motivo é a baixa popularidade de Bolsonaro no Rio Grande do Norte.

Quero deixar claro que em nenhum momento o presidente Bolsonaro interveio nessa decisão. Todas as vezes que a gente conversou com ele, ele disse 'vocês dois têm que se decidir'. E somos dois ministros do governo que recebemos o convite
Fábio Faria sobre desistência de candidatura ao Senado

Faria está de malas prontas para o Progressistas do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL). Por ser deputado federal licenciado, aguarda a janela partidária para trocar de sigla. Até o momento, ele descarta concorrer a novo mandato na Câmara.

Ao reforçar a desistência da candidatura ao Senado, o ministro citou o 5G, que teve leilão realizado no início de novembro, arrecadando R$ 47,2 bilhões.

"Estava muito desconfortável e, se eu fosse candidato e saísse antes, estaria pensando só em mim. Não estava satisfeito com essa minha decisão. Tirei um tempo de férias, pensei junto com minha família e tomei essa decisão. Estou muito tranquilo, uma decisão tomada com muito tempo pensando", disse Faria.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.