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2 meses

Aras é cobrado em Paris: 'Vamos investigar o bolsolão do MEC?'; veja vídeo

Do UOL, em São Paulo

19/04/2022 11h00Atualizada em 20/04/2022 06h14

O procurador-geral da República, Augusto Aras, foi abordado ontem em Paris por um grupo de brasileiros que cobrou investigações sobre as suspeitas de corrupção no MEC (Ministério da Educação) e a compra de comprimidos de viagra pelas Forças Armadas.

Segundo a agenda divulgada no site da PGR (Procuradoria-Geral da República), Aras está em férias oficiais.

De óculos escuros e máscara de proteção contra a covid-19, Aras estava acompanhado por familiares no momento da abordagem e não reagiu aos comentários, conforme mostra a gravação, divulgada inicialmente pelo colunista Guilherme Amado, do portal "Metrópoles", e que viralizou nas redes sociais.

"Dar 'rolezinho' em Paris é legal e abrir processo, procurador? Vamos lá investigar ou vai continuar engavetando? Vamos lá fazer seu trabalho, procurador?", questiona um homem enquanto seguia Aras com uma câmera.

"Vamos investigar o bolsolão do MEC, vamos investigar pastor fazendo reunião, vamos investigar o Bolsonaro gastando milhões em viagra no Exército, cadê a investigação, procurador? Aqui em Paris não tem nada para encontrar, pode deixar que a gente procura. Tem que procurar lá em Brasília, procurador. Tudo por uma vaguinha no STF, né?", segue o homem. "Servicinho pífio", diz outra pessoa.

Procurada pelo UOL, a assessoria da PGR informou que não haveria manifestação sobre o ocorrido.

A PF (Polícia Federal) abriu inquérito para investigar o envolvimento de pastores que atuavam junto ao MEC para liberar recursos aos municípios em troca de supostas propinas. Além da PF, a Procuradoria-Geral da República foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal a também abrir apuração. O caso gerou a saída de Milton Ribeiro da chefia da pasta no fim do mês passado.

Já em relação aos comprimidos de viagra, o TCU (Tribunal de Contas da União) abriu processo para fiscalizar a compra. A suspeita é de que possa haver superfaturamento de até 143%. O relator é o ministro Weder de Oliveira.

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