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Moro diz que 'alguns ministros do STF' atuam para destruir Lava Jato; vídeo

Moro diz que Lava Jato levou, pela primeira vez na história, políticos e poderosos para atrás das grades - Reprodução/Instagram/SF_Moro
Moro diz que Lava Jato levou, pela primeira vez na história, políticos e poderosos para atrás das grades Imagem: Reprodução/Instagram/SF_Moro

Do UOL, em São Paulo

04/05/2022 13h52Atualizada em 04/05/2022 15h16

O ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) divulgou, hoje, um vídeo em que defende a Operação Lava Jato e acusa, sem citar nomes, "alguns" ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) de atuarem para "destruir de vez" a investigação.

Na gravação, o ex-ministro da Justiça diz que a operação levou, pela primeira vez na história, políticos e poderosos para atrás das grades, inclusive um ex-presidente da República e um ex-presidente da Câmara para atrás das grades, referindo-se ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ex-deputado Eduardo Cunha.

Só que o crime nunca desiste. E, agora, tem um movimento de algumas pessoas poderosas, incluindo alguns ministros do Supremo, para desacreditar e destruir de vez a Lava Jato. Querem anular condenações baseadas em fatos e provas concretas, como por exemplo, pagamento de propinas e subornos. Aliás, já começaram a fazer isso Sergio Moro, em trecho de vídeo

Procurada pelo UOL, a assessoria de imprensa do STF informou que não irá se manifestar sobre o comentário do ex-juiz.

O vídeo foi publicado uma semana após o Comitê de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) concluir que o ex-juiz foi parcial em seu julgamento dos processos contra Lula no âmbito da Lava Jato. O órgão também concluiu que os direitos políticos de Lula foram violados em 2018, quando ele foi impedido de disputar as eleições.

No vídeo, que Moro diz ser um dos mais importantes que já fez sobre a Lava Jato, o ex-juiz afirma ainda que "já tem até condenado empolgado com a possibilidade de receber de volta todos os valores que ele teve que restituir aos cofres públicos", mas não cita exemplos.

Ele também exalta feitos da operação, como a recuperação de R$ 6 bilhões que haviam sido desviados da Petrobras e termina a gravação convocando as pessoas a se mobilizarem em apoio à Lava Jato.

Na semana passada, após a definição do comitê da ONU, Moro já havia declarado, em nota, que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de anular as condenações de Lula "influenciou indevidamente" o órgão.

Em nota, ele classificou a decisão do Supremo como "um grande erro do Judiciário" e afirmou que não houve qualquer tipo de perseguição política.

Em abril do ano passado, por 8 votos a 3, o STF manteve a decisão do ministro Edson Fachin que anulou as duas condenações contra o ex-presidente, proferidas pela Justiça Federal do Paraná. Com isso, Lula deixou de ser ficha-suja, o que o permite disputar eleições novamente.

Em junho, a Corte declarou que Moro foi parcial ao julgar o petista no processo do tríplex do Guarujá (SP). Por 7 votos a 4, o tribunal confirmou uma decisão da Segunda Turma, de abril, que decretou a suspeição de Moro nesse caso, no qual o ex-presidente foi condenado em julho de 2017.

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