Topo

Esse conteúdo é antigo

Não apliquei vacina no Bolsonaro, diz técnica de enfermagem a jornal

Ex-presidente Jair Bolsonaro após PF cumprir mandado de busca e apreensão na casa dele em Brasília - Adriano Machado/Reuters
Ex-presidente Jair Bolsonaro após PF cumprir mandado de busca e apreensão na casa dele em Brasília Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

03/05/2023 20h23Atualizada em 03/05/2023 20h24

A técnica de enfermagem que teve o nome vinculado ao cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nega ter aplicado alguma dose nele. As informações são do jornal O Globo.

O que aconteceu:

"Não apliquei vacina nele. Sou realmente técnica de enfermagem e já apliquei bastante vacina, mas nele, não", afirmou Silvana de Oliveira Pereira.

Silvana contou que em outubro de 2022 ela não trabalhava no Centro Municipal de Saúde de Duque de Caxias (RJ). Seria nessa data e nesse local que ela teria aplicado uma dose contra a covid-19 no então presidente, segundo um registro no sistema do Ministério da Saúde, que foi apagado em dezembro.

A técnica de enfermagem disse que seu nome foi usado sem seu conhecimento. Hoje, foi deflagrada uma operação que investiga possível fraude em cartões de vacinação, incluindo de Bolsonaro e da filha, Laura. A casa do ex-presidente foi alvo de busca e apreensão e ex-assessores de Bolsonaro foram presos.

A PF diz que os dados dos certificados de vacinação foram adulterados para permitir a entrada de Bolsonaro nos Estados Unidos, no fim do ano passado. Segundo as investigações, ele não se vacinou, mas possuía um certificado ilegal que indicava o oposto.

A PF também apura se essas fraudes beneficiaram a filha dele, Laura, de 12 anos, e assessores e familiares deles que também viajaram aos EUA.

Bolsonaro nega adulteração

"Não existe adulteração. Eu não tomei a vacina e ponto final. Nunca neguei isso", afirmou o ex-presidente à emissora CNN Brasil, na porta de sua residência, em Brasília. Para Bolsonaro, a operação da PF é tentativa de "criar um fato".

Segundo o ex-presidente, apenas a esposa, Michelle, foi vacinada contra covid. "Não tomei a vacina após ler a bula da Pfizer. Minha esposa foi vacinada em 2021, nos Estados Unidos, com a Janssen, e minha filha Laura, de 12 anos, também não tomou vacina."

"Se eu tivesse que entrar [nos EUA] e apresentasse cartão, vocês estariam sabendo", disse o ex-presidente aos repórteres.

À Polícia Federal, a defesa de Bolsonaro informou que ele só deve prestar depoimento após o acesso completo ao processo sobre a suposta fraude de dados sobre vacinação contra a covid-19.