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Coronavírus

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1 mês

Restrição para vacinação de adolescentes é 'inoportuna', diz pneumologista

Do UOL, em São Paulo

16/09/2021 13h29Atualizada em 16/09/2021 14h47

Para Margareth Dalcolmo, pneumologista e pesquisadora da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), a suspensão da vacinação contra a covid-19 em adolescentes sem comorbidades é "inoportuna" e gera "insegurança, tumulto e medo".

"A vacina é segura, a questão da segurança está resolvida. A questão da proteção nessa faixa etária (12 a 17 anos) também", disse Dalcolmo em entrevista ao UOL News, programa do Canal UOL.

"Tendo disponibilidade de vacinas para grupo vulneráveis, a cobertura de adolescentes é absolutamente correta", completou a pneumologista, que se disse surpresa com a medida tomada pelo Ministério da Saúde.

Ao anunciar a medida, o Ministério da Saúde disse que estava se embasando nas orientações da OMS (Organização Mundial da Saúde) de não recomendar a imunização de adolescentes, já que essa faixa etária possui poucos casos graves.

Atualmente, adolescentes estavam sendo vacinados com doses da Pfizer, aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A decisão da Saúde vem em meio a um contexto de falta de doses de vacinas em alguns estados.

O anúncio do ministério foi alvo de críticas do governo de São Paulo. Secretários estaduais também cobraram a Anvisa, por meio de ofício, sobre uma posição oficial a cerca da decisão da Saúde.

Segundo o presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, os estados não seguirão a nota técnica do Ministério da Saúde e continuarão vacinando os adolescentes sem comorbidades.

Na entrevista para o UOL News, Margareth Dalcolmo disse aos pais e responsáveis que sigam levando os adolescentes para se vacinarem contra a covid-19. "Eu faria isso [com filhos adolescentes] com toda tranquilidade e confiança", afirmou.

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