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República Tcheca assumirá presidência da UE, marcada por guerra na Ucrânia

Iluminação no edifício-sede do Banco Central Europeu com logotipo da zona do euro - REUTERS/Wolfgang Rattay
Iluminação no edifício-sede do Banco Central Europeu com logotipo da zona do euro Imagem: REUTERS/Wolfgang Rattay

30/06/2022 13h32Atualizada em 30/06/2022 18h27

A República Tcheca assume na sexta-feira (1) a presidência semestral da União Europeia (UE) e sucederá à França para conduzir os 27 Estados-membros do bloco em meio à turbulência da invasão russa da Ucrânia.

Nesta quinta-feira, o presidente francês Emmanuel Macron transferiu simbolicamente a presidência ao primeiro-ministro tcheco Petr Fiala, à margem da cúpula da Otan em Madri.

Durante uma breve cerimônia organizada ao final da cúpula da Aliança Atlântica, a ministra das Relações Exteriores da França, Catherine Colonna, entregou um bastão com as cores da UE ao seu colega tcheco, Jan Lipavsky, considerando que a Europa sai da presidência francesa "mais forte, mais soberana e, creio, mais unida".

Analistas preveem uma presidência intensa para a República Tcheca, que passará o cargo para a Suécia após seis meses.

A República Tcheca, um país de 10,5 milhões de habitantes que se juntou ao bloco europeu em 2004, prometeu se concentrar em ajudar a Ucrânia e nas consequências da guerra.

Durante sua presidência, o país quer ajudar a conter a crise de refugiados e dar o pontapé inicial à reconstrução da Ucrânia.

Visa também reforçar a segurança energética, as capacidades de defesa e as instituições democráticas europeias.

"Todas as prioridades estão muito bem traçadas e se conseguirmos colocar pelo menos algumas na mesa, iniciar conversas com nossos parceiros e tomar pelo menos algumas decisões, eu diria que não teremos perdido tempo", disse Havlicek.

A República Tcheca recebeu cerca de 400.000 refugiados ucranianos e enviou ajuda financeira e militar significativa para a Ucrânia, invadida por tropas russas em 24 de fevereiro.

Praga também apoia fortemente as sanções contra a Rússia. "Somos um parceiro confiável", garantiu Havlicek.

O primeiro-ministro de direita Petr Fiala, ex-analista político que escreveu um livro de 992 páginas sobre a UE, declarou recentemente que tentaria organizar uma cúpula com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Os países dos Balcãs Ocidentais - cuja candidatura à UE promovida por Praga e outros países do Leste Europeu está num impasse - também devem participar.

A cúpula proporia um programa semelhante ao plano Marshall para a Ucrânia, mas que só poderia ser realizado quando a guerra acabar.

Os cidadãos tchecos tendem a ser eurocéticos. Uma pesquisa realizada em março pela agência STEM revelou que apenas 36% deles estão satisfeitos com a UE.

O governo de Fiala é menos eurocético que seus antecessores, mas analistas questionam sua capacidade de se distanciar da Hungria e da Polônia, com quem mantém laços estreitos no grupo de Visegrad, que também inclui a Eslováquia.

Tanto a Hungria como a Polônia estão na mira de Bruxelas pelas suas posições sobre o Estado de direito.

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