Líder do Hezbollah exige trégua em Gaza para fim de ataques contra Israel

O líder do Hezbollah libanês pró-Irã condicionou, nesta terça-feira (13), o fim dos ataques de seus homens contra o território israelense a uma trégua em Gaza e acusou mediadores internacionais de tentarem apaziguar a tensão no sul do Líbano para proteger Israel.

"Quando a agressão [israelense] contra Gaza parar e um cessar-fogo for alcançado, também cessarão os disparos no sul" do Líbano, de onde os comandos do Hezbollah lançam foguetes contra o norte de Israel, disse Hassan Nasrallah, em discurso televisionado.

"Se [Israel] expandir o confronto, nós também o faremos", acrescentou, em resposta às ameaças dos líderes israelenses de desencadearem uma guerra contra o Líbano.

O Hezbollah começou a disparar foguetes contra posições militares no norte de Israel um dia após o início da guerra em Gaza, desencadeada em 7 de outubro pelo ataque de seus aliados palestinos do Hamas no sul israelense.

Em resposta, Israel lança frequentes bombardeios no sul do Líbano e ataques contra os líderes do Hezbollah.

Os confrontos provocaram o deslocamento de dezenas de milhares de pessoas de ambos os lados da fronteira.

Hassan Nasrallah alertou que se Israel deflagrar uma guerra contra o Líbano, deverá "preparar abrigos, hotéis, escolas e tendas para dois milhões de deslocados no norte" do país.

O líder do Hezbollah afirmou ainda que as delegações estrangeiras que viajam ao Líbano para tentar reduzir a tensão na região "têm apenas um objetivo: proteger Israel".

Segundo fontes diplomáticas, um plano francês propõe um cessar nos disparos e a retirada dos combatentes do Hezbollah para 10 ou 12 km a norte da fronteira.

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"Que ninguém pense que o Líbano é fraco, que tem medo e que pode impor-nos as suas condições, sejam 7 ou 10 km", declarou Nasrallah.

Em quatro meses, pelo menos 243 pessoas, incluindo 175 combatentes do Hezbollah, bem como cerca de 30 civis, foram mortas no sul do Líbano, segundo um balanço da AFP. Do lado israelense, 15 pessoas morreram, segundo o Exército de Israel.

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© Agence France-Presse

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