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Autoridades já temem que óleo derramado no Nordeste atinja praias do Rio

17.out.2019 - Mancha de óleo vista na praia de Peroba, em Maragogi, Alagoas - Governo do Estado de Pernambuco/AFP
17.out.2019 - Mancha de óleo vista na praia de Peroba, em Maragogi, Alagoas Imagem: Governo do Estado de Pernambuco/AFP

Roberta Jansen

Rio de Janeiro

12/11/2019 18h16

O óleo derramado na costa do Nordeste já alcança sete praias do Espírito Santo e autoridades temem que ele possa chegar ao Rio de Janeiro nos próximos dias.

De acordo com Humberto Barbosa, coordenador do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis) da Universidade Federal de Alagoas, a direção e intensidade das correntes marítimas e ventos na superfície do mar serão determinantes para a chegada do óleo ao Rio.

O governo do Estado criou um grupo de trabalho especial para a vigilância da costa fluminense. O objetivo é garantir uma pronta resposta em caso de o petróleo chegar no Estado.

O grupo é coordenado pela secretária estadual do Ambiente e Sustentabilidade, Ana Lúcia Santoro, e composto por técnicos da secretaria e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

"Na última semana, o Inea realizou a capacitação de 80 pessoas, entre técnicos da Defesa Civil estadual, do Corpo de Bombeiros e do próprio órgão ambiental, além de militares do Exército para atuação em caso de surgimento de óleo na costa", informou o Inea em nota.

"O treinamento incluiu atividade prática na praia, onde o grupo simulou atendimento de emergência."

Desde ontem, o Inea iniciou a capacitação dos 25 municípios costeiros do estado. Inicialmente, o foco será nos municípios do noroeste fluminense e região dos lagos e, na próxima semana, nos municípios da Região Metropolitana e do sul fluminense.