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Sucessor de Suleimani defende expulsão dos Estados Unidos da região

Ali Khamenei lidera oração no funeral do general iraniano Qassim Suleimani, em Teerã, ao lado de outras autoridades do governo, entre elas, o sucessor do militar no comando da Força Quds, Esmail Qaani - Presidência do Irã/AFP
Ali Khamenei lidera oração no funeral do general iraniano Qassim Suleimani, em Teerã, ao lado de outras autoridades do governo, entre elas, o sucessor do militar no comando da Força Quds, Esmail Qaani Imagem: Presidência do Irã/AFP

Em Teerã

06/01/2020 08h02

O novo comandante da Força Quds, unidade especial dos Guardiões da Revolução Islâmica, Esmail Qaani, prometeu hoje, durante o funeral de seu antecessor, o general Qassim Suleimani, expulsar os Estados Unidos da região.

"Seguiremos o caminho do mártir Suleimani com firmeza e resistência e a única compensação para nós será expulsar os Estados Unidos da região", disse o comandante, em entrevista à emissora de TV estatal "Qaani".

Qaani disse que tomará "medidas" para responder ao assassinato de Suleimani e que "será Deus quem realmente se vingará dos EUA pelo valioso derramamento de sangue".

Na mesma linha, o comandante da Força Aeroespacial, Amir Ali Hajizadeh, disse durante o funeral que "é necessária a completa destruição dos EUA na região".

"A vingança do mártir Suleimani não acabará lançando quatro mísseis, atacando uma base (EUA) ou matando Trump. Quero dizer, nenhuma dessas ações tem o mesmo valor que o sangue desse mártir", disse Hajizadeh, citado pela agência "Mehr".

As autoridades iranianas prometeram vingar sua morte e consideram que o assassinato marca um ponto de virada e levará à retirada das tropas americanas da região, embora Washington tenha começado a enviar milhares de soldados a mais.

Diante de possíveis represálias, o presidente americano, Donald Trump, insistiu que os EUA poderiam responder de forma "desproporcional".

Trump ordenou o bombardeio que terminou na última sexta-feira com a morte de Suleimani, do vice-presidente da milícia iraquiana majoritariamente xiita, Forças de Mobilização Popular (PMF, na sigla em inglês), Abu Mahdi al-Muhandis e outros membros desse grupo, cujos restos mortais também foram levados ao Irã e estão sendo homenageados nas procissões fúnebres.

No mesmo dia, centenas de milhares de pessoas se reuniram no centro de Teerã para homenagear o comandante da Força Quds e aos outros mortos entre gritos de "Morte aos EUA".

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