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PL não fará coligações com partidos de esquerda, diz Bolsonaro

Na entrevista, Bolsonaro voltou a dizer que o nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, é uma possibilidade para uma candidatura ao governo de São Paulo - Adriano Machado/Reuters
Na entrevista, Bolsonaro voltou a dizer que o nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, é uma possibilidade para uma candidatura ao governo de São Paulo Imagem: Adriano Machado/Reuters

Lisandra Paraguassu

Da Reuters

25/11/2021 12h00Atualizada em 25/11/2021 12h26

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira que não haverá nenhuma coligação do PL, partido ao qual deve se filiar na próxima terça-feira, com siglas de esquerda, e esse foi um dos acordos feitos com o presidente do partido, Valdemar Costa Neto.

Em uma entrevista a uma rádio de Salvador (BA), o presidente afirmou que essa questão está entre os pontos acertados com Valdemar para que fosse possível sua filiação.

"Conversei há três dias com Valdemar, acertamos nossos ponteiros e estamos bem afinados para, ao realizar essa filiação, começar a falar em política no ano que vem", disse Bolsonaro. "Não haverá qualquer coligação com partidos de esquerda nesses Estados. Está definitivamente acertado com Valdemar."

O presidente tinha acertado a data de sua filiação para o dia 22 deste mês. No entanto, informações de que Valdemar teria garantido aos filiados que poderiam fazer os seus acordos regionais —vários membros do partido têm hoje acordos com o PT, especialmente no Nordeste e pretendiam mantê-los— irritaram Bolsonaro.

Depois de uma reunião na semana passada, o acerto foi que os filiados não serão obrigados a fazer campanha para Bolsonaro, mas não poderão fazer acordos com a oposição. Da mesma forma, o presidente do PL aceitou romper o acordo de apoio em São Paulo a Rodrigo Garcia, candidato tucano ao governo do Estado.

Na entrevista, Bolsonaro voltou a dizer que o nome do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, é uma possibilidade para uma candidatura ao governo de São Paulo, e que pretende ter candidatos em outros Estados, mas não deu nomes.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.