Número de pardos inverte tendência e cai, aponta IBGE; percentual de negros sobe

Fabiana Nanô
Do UOL, em São Paulo

  • Shutterstock

Apesar de ter sido a população que mais cresceu na primeira década do século, os pardos ficaram praticamente estagnados na última Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), divulgada nesta sexta-feira (21). Em 2009, eles eram 84,7 milhões de brasileiros, mas este número caiu para 84 milhões em 2011, ano-base do levantamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

A população branca continua sendo maioria no país, com 93,2 milhões de brasileiros. Os que se declaram negros aparecem em terceiro lugar, com 16 milhões de pessoas. Os amarelos somam 1,1 milhão, e os índios, 784 mil.

Aqueles que se dizem pardos eram os que mais cresciam numericamente nos primeiros dez anos do milênio. Em 1999, eles eram 65,3 milhões, enquanto os autodeclarados brancos eram 91,2 milhões, e os negros, 10,5 milhões. 

Infográficos Pnad 2011

  • Arte/UOL

    O perfil dos domicílios

  • Arte/UOL

    O perfil das regiões brasileiras

Em termos percentuais, os pardos perderam participação na composição da população brasileira entre 2009 e 2011, passando de 44,2% para 43,1% do total de residentes. Os autodeclarados brancos também diminuíram sua expressão --de 48,2% para 47,8% dos brasileiros--, enquanto os negros aumentaram sua representação populacional de 6,9% para 8,2%.

Os pardos estão concentrados nas regiões Norte e Nordeste, que têm 67,9% e 59,8%, respectivamente, do total de sua população. Já os negros são mais expressivos no Nordeste e Sudeste, representando 10,5% e 8,6% dos residentes. 

As regiões que mais concentram a população branca são Sudeste e Sul, com 55,7% e 77,8% do total de seus residentes, respectivamente. 

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