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Chico Alves

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Embate Bolsonaro x Barroso é uma contenda de vaidades, diz general citado

General Maynard Marques de Santa Rosa - Divulgação/Presidência
General Maynard Marques de Santa Rosa Imagem: Divulgação/Presidência
Chico Alves

Chico Alves é jornalista, por duas vezes ganhou o Prêmio Embratel de Jornalismo e foi menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog. Foi editor-assistente na revista ISTOÉ e editor-chefe do jornal O DIA. É co-autor do livro 'Paraíso Armado', sobre a crise na Segurança Pública no Rio, em parceria com Aziz Filho.

Colunista do UOL

26/04/2022 04h00

O general da reserva Maynard Santa Rosa foi um dos três citados pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), em palestra a uma universidade alemã, para exemplificar como o governo de Jair Bolsonaro estava afastando "militares admirados e respeitadores da Constituição" para atacar o processo eleitoral. Os outros foram os generais Carlos Alberto dos Santos Cruz e Fernando Azevedo, todos ex-ministros. Santa Rosa, que se demitiu da Secretaria de Assuntos Estratégicos em novembro de 2019, falou à coluna sobre o assunto.

UOL - Como o sr. vê essa crise entre o presidente Bolsonaro e o STF?

Maynard Santa Rosa - Não vejo como crise. É apenas uma contenda de vaidades.

O ministro Barroso reclama que Bolsonaro quer influenciar no processo eleitoral e usa as Forças Armadas para isso. Não lhe parece uma crise?

A meu ver ainda não é uma crise, mas pode virar se o presidente passar recibo na provocação. A melhor estratégia é a indiferença.

Bolsonaro diz que as Forças Armadas são fiadoras do processo eleitoral, mas generais como Santos Cruz acreditam que militares devem dar suporte técnico, mas constitucionalmente não é atribuição dos militares coordenar o processo. O que acha disso?

Não pensei ainda sobre o tema. As opiniões citadas têm motivação em interesses. Não são isentas. E há ressentimento envolvido. Não merecem prosperar.

Barroso citou seu nome como um dos generais que foram esvaziados porque poderiam se opor às tentativas de manipulação do presidente. O que acha disso?

Ele usou meu nome para reforçar a opinião que tinha acabado de apresentar. Mas o contexto da minha saída não seria aplicável, pois foi minha a iniciativa.

Mas quando saiu do governo, o sr. disse à coluna que se sentiu subaproveitado, que não era ouvido. Isso é uma forma de esvaziar, não?

Por isso mesmo saí do governo. O contexto me pareceu mais de fuxico e trama para substituir meu pessoal por pessoas do MDB do que motivação política. Na verdade, houve falta de visão. O presidente estava cercado por um grupo que impedia acesso de outras ideias.