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Jamil Chade


Jamil Chade

Frango: OMS diz que não existem evidências de transmissão por alimentos

Paulo Whitaker/Reuters
Imagem: Paulo Whitaker/Reuters
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

13/08/2020 13h28

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que não existem evidências de que a cadeia de distribuição de comida ou alimentos em si estejam participando da proliferação da covid-19 no mundo. A declaração foi feita no momento em que a China anunciou que detectou a presença do coronavírus em frango exportado pelo Brasil.

Maria van Kerkhove, diretora técnica da OMS, reconheceu nesta quinta-feira que a entidade foi informada sobre os testes chineses aos produtos brasileiros. Mas, segundo ela, entre centenas de testes realizados em embalagens de todo o mundo, menos de dez deram resultados positivos.

"O que sabemos é que a China está testando as embalagens, estão procurando o coronavírus nas embalagens", disse. "O vírus pode ficar nas superfícies por um tempo", afirmou.

De acordo com a representante da OMS, "não existem sinais" de que a contaminação saia de alimentos. E, mesmo se isso ocorresse, o vírus num alimento não sobreviveria ao ser cozido.

Mike Ryan, diretor de operações da OMS, tentou minimizar a ideia de uma contaminação pelos alimentos. "É importante que continuem suas vidas sem riscos. Não podemos temer pacotes", disse. Ele apelou para que não haja pânico. "Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar", disse.

"Não existem evidências de que alimento e cadeias de distribuição participe de proliferação", insistiu. Para ele, os alimentos não devem ser vistos como um risco. "O alimento é seguro", insistiu.

Chineses rastrearam frango até frigorífico em SC

A OMS, porém, alerta que recomendações precisam ser estabelecidas para proteger os trabalhadores do setor de transporte de alimentos e produção.

O governo da cidade chinesa de Shenzhen identificou hoje uma fábrica da brasileira Aurora como origem de asas de frango que testaram positivo para o novo coronavírus.

A unidade foi identificada por seu número de registro em uma publicação em seu site oficial, que ao ser checada com registros brasileiros aponta para uma planta da Aurora em Santa Catarina. A Aurora, que não é listada em Bolsa, é a terceira maior empresa do Brasil em processamento de carne de frango e suína. A cooperativa não respondeu de imediato a um pedido de comentário. O Ministério da Agricultura do Brasil disse que está consultando sua equipe técnica sobre o assunto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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