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Jamil Chade

OMS alerta que variante identificada no Brasil está se disseminando

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

27/01/2021 12h15

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que a variante do vírus da covid-19 identificada originalmente em brasileiros se dissemina e indica que existe uma "preocupação" sobre a possibilidade de que a mutação leve a uma maior transmissibilidade da doença.

Em seu informe semanal publicado nesta quarta-feira, a agência com sede em Genebra (Suíça) indicou que a variante P.1, como é chamada, já foi identificada em oito países.

"No Brasil, onde a variante foi inicialmente identificada além da detecção em um grupo de viajantes do Brasil para o Japão, o número de novos casos semanais nas últimas duas semanas é relatado em níveis mais elevados em comparação com o de setembro a novembro de 2020, e novas mortes semanais aumentaram desde o início de novembro de 2020", explicou a OMS.

"Os maiores casos semanais desde o início da pandemia foram relatados na semana que começou em 11 de janeiro de 2021", advertiu.

"Com base nas investigações preliminares realizadas em Manaus, Estado do Amazonas, houve um aumento na proporção de casos sequenciados como variante P.1, de 52,2% em dezembro de 2020, para 85,4% em janeiro de 2021, destacando a transmissão local em andamento desta variante e, dadas as mutações documentadas, levantando preocupações semelhantes para possíveis aumentos na transmissibilidade ou propensão a reinfecção", apontou a OMS.

A agência sugere que "estudos adicionais são necessários para avaliar se há mudanças na transmissibilidade, gravidade ou atividade neutralizadora de anticorpos como resultado destas novas variantes".