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Jamil Chade

França reabre ao turismo, mas mantém barreiras aos brasileiros

4.mai.2020 - Estátuas usam máscara para se "proteger" do novo coronavírus; ao fundo, a Torre Eiffel, em Paris, na França - Mehdi Taamallah/NurPhoto via Getty Images
4.mai.2020 - Estátuas usam máscara para se 'proteger' do novo coronavírus; ao fundo, a Torre Eiffel, em Paris, na França Imagem: Mehdi Taamallah/NurPhoto via Getty Images
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

04/06/2021 10h33

Resumo da notícia

  • Pessoas vacinadas de países como EUA, China e Rússia terão facilidades para entrar na França como turistas.
  • Brasileiros, argentinos, indianos e sul-africanos continuarão a sofrer barreiras, mesmo vacinados.
  • Medida entra em vigor no dia 9 de junho.

O governo da França anunciou que, a partir de 9 de junho, vai relaxar medidas de controle de estrangeiros, na esperança de salvar a temporada de turismo no país, entre junho e agosto. Mas as autoridades de Paris deixaram claro que as barreiras serão mantidas para brasileiros e indianos.

Pela regra anunciada pelo governo de Emmanuel Macron, turistas vacinados não serão obrigados a mostrar testes negativos da covid-19. Isso inclui todos os europeus e uma "lista verde" que ainda conta com Israel, Japão e Austrália.

Mas uma "lista vermelha" foi criada para deixar de fora países nos quais variantes têm dominado a expansão da doença ou onde o surto ganhou força nas últimas semanas e mantém uma transmissão intensa. Assim, a maior flexibilização não incluirá cidadãos de 16 países. Entre eles estão Brasil, África do Sul, Argentina e Índia.

Se um brasileiro estiver imunizado com uma das quatro doses reconhecidas pela União Europeia —AstraZeneca, Moderna, Janssen ou Pfizer—, ele ainda precisará mostrar um teste PCR negativo e fazer um isolamento voluntário de sete dias. Ele também terá de justificar a viagem, o que exclui a possibilidade de um simples motivo de turismo.

Mas se não estiver vacinado ou tiver sido imunizado com a CoronaVac, um brasileiro ainda precisa mostrar o teste PCR e realizar uma quarentena de 10 dias obrigatória, sob o controle de forças de segurança. Além disso, terá de justificar o motivo de sua viagem. Turismo, portanto, não é aceito.

Uma terceira categoria de países foi criada, chamada de "lista laranja". Nela, russos, americanos ou chineses que estiverem vacinados não terão de justificar uma viagem para a França e nem permanecer em quarentena, uma vez desembarcados. Mas continuarão a ter de mostrar um teste PCR negativo.

Com mais de 80 milhões de turistas por ano, a França conta com a chegada de estrangeiros para tentar aliviar a pressão sobre hotéis, restaurantes e o setor de serviço. A partir da próxima semana, o país também reabre bares e restaurantes, que poderão servir em seu interior, com limite de 50% de capacidade.

Locais de turismo também terão regras flexibilizadas. Mas o uso de máscara em locais fechados continua sendo exigido. Quem não cumpre a regra é multado em 135 euros.