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Jamil Chade

Mortes por covid no mundo têm menor taxa desde outubro do ano passado

Com avanço na vacinação, os números de morte caíram pela sétima semana consecutiva - Simon Plestenjak/UOL
Com avanço na vacinação, os números de morte caíram pela sétima semana consecutiva Imagem: Simon Plestenjak/UOL
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

08/10/2021 14h34

O número de mortos pela covid-19 no mundo atinge seu menor patamar desde outubro de 2020. Mas os dados mostram que a taxa é ainda elevada e que a pandemia de coronavírus está longe de ser controlada.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), 54 mil pessoas não sobreviveram ao vírus na semana que terminou no dia 4 de outubro. A última vez que o número atingiu tal proporção foi na segunda metade de outubro de 2020. Em seu auge, a pandemia matou mais de 101 mil pessoas por semana, no mundo todo, em janeiro de 2021.

Com a vacinação ganhando força, os números registraram a sétima semana consecutiva de queda. Mas, para a OMS, não há nada a comemorar.

Em quase dois anos de crise sanitária, 4,8 milhões de pessoas perderam suas vidas. Com 600 mil mortos, o Brasil é o segundo colocado, superado apenas pelos Estados Unidos, com 698 mil. O território americano, porém, conta com 100 milhões de habitantes a mais que no Brasil.

Um aspecto positivo tem sido a taxa de redução de mortes na África, com queda de 25% na última semana, mesmo sem vacinas.

De acordo com a OMS, 3,1 milhões de novos casos foram registrados nos sete dias que terminaram em 4 de outubro. Trata-se de uma queda de 9% em comparação à semana anterior e o mundo entra no terceiro mês consecutivo de redução. Mas a taxa é ainda equivalente ao que se registrava no planeta em julho deste ano.

As maiores reduções foram:

  • África (-43%)
  • Oriente Médio (-21%)
  • Sudeste Asiático (-19%)
  • Américas (-12%)

Se o mundo conta com 234 milhões de casos acumulados, o que ainda surpreende a OMS é a persistência do problema no continente europeu. Na última semana, a região registrou um aumento de 5% nos casos, liderados pela Turquia e Rússia, com um aumento de 13%.

Na semana, os maiores números de casos novos foram relatados nos Estados Unidos (760.571), Reino Unido (239.781), Turquia (197.277), Federação Russa (165.623) e na Índia (161.158), que viu uma diminuição de 21%.

A variante delta foi registrada em 192 países —sete a mais que a semana passada— em todas as seis regiões da OMS.

Vacinação é maior aposta

Diante dos números, a OMS admite que a tendência é positiva. Mas que o planeta está longe de declarar o fim da pandemia. Na melhor das hipóteses, isso poderia ocorrer em meados de 2022, quando a meta de vacinar 70% da população mundial poderá ser atingida.

As estimativas da indústria apontam que haverá vacina suficiente no final do primeiro semestre de 2022. Mas a questão central na OMS é equacionar o problema da distribuição. Hoje, a África continua com uma taxa de cobertura do imunizante de apenas 2%, contra mais de 54% nos países ricos.