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José Luiz Portella

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Rápido fim da greve mostra como era algo artificial, um "se colar, colou"

Gato na tuba - Reprodução
Gato na tuba Imagem: Reprodução
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José Luiz Portella

Sobre o Autor - Pós-doutorando em sociologia pela FFLCH-USP. Doutor em ciências- área história econômica Doutor em história econômica FFLCH-USP Engenheiro civil -especializado em gestão, orçamento e planejamento urbano; ocupou cargos públicos nos governos federal, estadual e municipal pesquisa medição do impacto das políticas públicas.

Colunista do UOL

14/06/2022 17h06

Uma greve que pega de surpresa à prefeitura e os usuários e que se resolve rapidamente quando se percebe o movimento, só pode ter sido artificial.

O acordo não poderia ter vindo antes, sem prejudicar a população?

Sim.

Mas, o movimento não colou, na linha de haver mais benesses, e irritou à população.

O setor de transportes municipal está muito a dever à sociedade paulistana.

O ponto chave que deslindou o enrosco era tão fácil de se achar, e se achou, que a pergunta é:

Por que não antes? Partiu-se para o pior, sem se dedicar à solução, sem prejuízo de muitos, que não chegaram aos seus destinos, foram punidos pelos preços altos dos aplicativos, andaram esmagados pelo metrô.

Agora não cabe intervenção, cabe investigação, isso não pode ficar impune, só porque se precipitou o acordo.

Assombração sabe para quem aparece.

Quando algo estranho acontece, contrariando o bom senso nessas circunstâncias, tem gato na tuba, como se dizia antigamente. Ninguém é bobo.

A velocidade de resolução implica a necessidade de uma boa investigação.

A população e o Poder Público precisam assumir os respectivos papéis e deixarem de ser reféns de afrontas desse tipo.