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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Acusados de matar Marielle e Anderson respondem na esfera cível pelo crime

Marielle Franco - Reprodução / Internet
Marielle Franco Imagem: Reprodução / Internet
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

17/03/2021 13h51Atualizada em 17/03/2021 14h57

O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, acusados de matar a vereadora Marielle Franco (PSOL) e o motorista Anderson Gomes, irão responder também na esfera cível pelo crime.

O juiz Marcos Antonio Ribeiro de Moura Brito, da 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acatou nesta segunda-feira (16) a ação impetrada pela vereadora e viúva de Marielle, Mônica Benício (PSOL), pedindo indenização de R$ 1 milhão por danos morais.

O magistrado determinou ainda o bloqueio de todos os bens dos acusados e estabeleceu um prazo de 15 dias para que eles apresentarem sua defesa.

"Ainda não fomos oficialmente intimados, assim que isso ocorrer, nos manifestaremos e nos posicionaremos nos autos. Por ora, nem sei qual ou quais fundamentos e pedidos que foram feitos pela Vereadora e viúva Sra. Mônica Benício", afirmou o advogado Henrique Valadares, que defende Élcio Vieira de Queiroz.

O criminalista Fernando Santana, advogado de Ronnie Lessa, disse que também não foi intimado a respeito da decisão judicial. "Após ser intimado apresentarei parecer".

Risco de prescrição

O atentado que resultou nas mortes de Marielle e Anderson completou três anos no último domingo (14).

"Entramos com a ação para evitar o risco da prescrição. E já há provas nos autos do processo criminal para justificar a condenação dos réus também na esfera cível. Quanto aos mandantes, ainda aguardamos o avanço das investigações", afirmou João Tancredo, advogado de Mônica Benicio.

Em 9 de fevereiro deste ano o Tribunal de Justiça do Rio manteve a decisão de levar Ronnie e Élcio a júri popular. O julgamento ainda não tem data marcada e os réus ainda poderão recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça.

As investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro ainda não indicaram os mandantes do atentado.