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Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Fabrício Queiroz toma vacina contra a covid-19 e diz: "vamos trabalhar"

Fabrício Queiroz toma vacina contra a covid-19 no Rio - Arquivo pessoal
Fabrício Queiroz toma vacina contra a covid-19 no Rio Imagem: Arquivo pessoal
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

11/05/2021 09h20

O policial militar Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, postou na manhã desta terça-feira um vídeo em suas redes sociais no qual ele aparece tomando a primeira dose da vacina contra a covid-19.

Junto com o vídeo, Queiroz escreveu: "Vacina sim, lockdown jamais. Vamos trabalhar". Amigo há décadas do presidente Jair Bolsonaro, Queiroz tomou a vacina antes de Bolsonaro, que ainda não se vacinou. O tema gera polêmica no Palácio do Planalto e, dias atrás, o ministro Luiz Eduardo Ramos chegou a admitir que tomou a vacina escondido do presidente. Queiroz não falou sobre qual vacina tomou.

Na capital do Rio de Janeiro, policiais militares estão autorizados a se vacinar. Na semana passada, o ministro Ricardo Lewandoswki, do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu uma decisão do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) sobre um decreto estadual que antecipou a vacinação de policiais e professores. No entanto, as prefeituras seguem decretos municipais. Por causa disso, a decisão do ministro só afetou diretamente as doses que estavam sendo aplicadas pelo estado. Os policiais estavam sendo vacinados nos próprios locais de trabalho e isso foi suspenso.

Queiroz passou cerca de um ano em prisão domiciliar e foi liberado do monitoramento, em março, por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça). Ele foi preso em Atibaia, na casa de Frederick Wassef, um dos advogados do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em junho do ano passado. Márcia Aguiar, sua mulher, chegou a ficar foragida por mais de um mês após a prisão ser decretada.

O casal agora responde em liberdade a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio contra ele e o senador Flávio ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio.