PUBLICIDADE
Topo

Juliana Dal Piva

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Apesar de resistência no PSDB, equipe de Doria vê vantagem sobre Leite

O governador de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, durante evento no Palácio dos Bandeirantes em agosto de 2019 - Marcello Fim/Ofotográfico/Folhapress
O governador de São Paulo, João Doria, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, durante evento no Palácio dos Bandeirantes em agosto de 2019 Imagem: Marcello Fim/Ofotográfico/Folhapress
Juliana Dal Piva

Juliana Dal Piva é formada pela Universidade Federal de Santa Catarina e possui mestrado pelo Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (CPDOC) da Fundação Getulio Vargas. Trabalhou nos jornais O Dia, Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, O Globo e revista Época. Obteve oito premiações de jornalismo. Entre elas, o Prêmio Líbero Badaró de jornalismo impresso em 2014 e também foi menção honrosa do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Em 2019, recebeu ainda o Prêmio Relatoría para la Libertad de Expresión (RELE) da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, pelo trabalho "Em 28 anos, clã Bolsonaro nomeou 102 pessoas com laços familiares".

Colunista do UOL

19/09/2021 04h00

Apesar da resistência interna no PSDB, a equipe do governador de São Paulo, João Doria, está confiante de que o tucano paulista vai levar a melhor para cima de Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, nas prévias do PSDB em novembro para a escolha do candidato a presidente do partido.

As pesquisas mais recentes da equipe de Doria mostram ele com 32% das intenções de voto dos tucanos enquanto Leite estaria com 12%. Os demais candidatos, senador Tasso Jereissati (CE) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio, pontuaram abaixo disso.

A coluna apurou que nessa pesquisa o governador só não conta com a maioria dos votos dos diretórios tucanos do Ceará, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pará e Mato Grosso do Sul. Nos demais, no momento, ele leva vantagem.

A estratégia da equipe de Doria neste período de "campanha" durante as prévias foi escalar pessoas próximas a ele para ir para os estados. Depois, o próprio governador viaja em seguida para encontrar lideranças. Doria esteve nos últimos meses em Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo e Rio de Janeiro com o mesmo objetivo.

Há uma organização com um diversos deputados federais, estaduais e prefeitos. Um dos principais articuladores é Carlão Pignatari, o presidente da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo). Entre alguns articuladores de Doria, a animação pela vitória nas prévias é tanta que eles acreditam que os mais próximos do governador já estejam até pensando em possíveis jingles para a campanha presidencial.

Do outro lado, um dos principais nomes na articulação, é o deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB-MG). Ele é próximo do deputado federal e ex-candidato a presidente Aécio Neves (PSDB-MG), desafeto de Doria.

Os apoiadores de Doria, porém, sabem que o cenário pode balançar com uma união de seus adversários internos. Dias atrás, o senador Tasso Jereissati admitiu a possibilidade de uma candidatura única contra o governador paulista. As declarações foram dadas ao jornal O Estado de S. Paulo.

Nas regras estabelecidas pelo partido, os candidatos que vão disputar as prévias podem se inscrever até o dia 20 de setembro. A votação será no dia 21 de novembro e poderá ter um segundo turno em 28 de novembro, se necessário.

Na votação, os filiados foram divididos em quatro grupos com 25% de peso cada. São eles: filiados sem mandato, prefeitos e vice-prefeitos, vereadores, deputados estaduais e distritais e governadores, vice-governadores, ex-presidentes, atual presidente da Comissão Executiva Nacional, deputados federais e senadores.