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Kennedy Alencar

Geórgia, Nevada, Pensilvânia: entenda a reta final das eleições dos EUA

Protesto de apoiadores de Trump no estado de Nevada questiona a apuração de votos nos EUA  - REUTERS/Steve Marcus
Protesto de apoiadores de Trump no estado de Nevada questiona a apuração de votos nos EUA Imagem: REUTERS/Steve Marcus
Kennedy Alencar

O jornalista Kennedy Alencar é correspondente e comentarista da rádio CBN em Washington. Começou sua carreira em 1990 na “Folha de S.Paulo”, onde foi redator, repórter, editor da coluna “Painel” e enviado especial às guerras do Kosovo e Afeganistão. É autor do livro “Kosovo, a Guerra dos Covardes” (editora DBA). Na RedeTV!, apresentou durante cinco anos o programa de entrevistas “É Notícia” e mediou os debates presidenciais de 2010 e municipais de 2012. Estreou como comentarista da rádio CBN em 2011. Criou o "Blog do Kennedy" em 2013. Trabalhou no SBT entre 2014 e 2017. É produtor-executivo e roteirista do documentário “What Happened to Brazil”, realizado para a BBC World News. Com uma versão em português intitulada “Brasil em Transe”, o documentário retrata a crise que começa nas manifestações de junho de 2013, passa pelo impacto da Lava Jato e do impeachment de Dilma na política e na economia e resulta na eleição de Bolsonaro.

Colunista do UOL

05/11/2020 16h15Atualizada em 05/11/2020 19h08

Nas últimas semanas, as atenções das campanhas do republicano Donald Trump e do democrata Joe Biden ficaram mais concentradas na Pensilvânia, com 20 delegados no Colégio Eleitoral. O estado continua sendo cobiçado pelo democrata, mas Geórgia e Nevada viraram apostas de Biden para assegurar um caminho alternativo para a vitória. O democrata também ganharia com uma combinação de estados com Arizona e Nevada. Trump precisa vencer na Pensilvânia e na Geórgia para se reeleger.

Na Geórgia, um reduto republicano faz algumas décadas, há chance de virada de Biden na apuração, na qual o presidente Trump estava à frente a tarde desta quinta-feira. Até as 19h10 de Brasília, o mapa do jornal "The New York Times" dizia que 98% dos votos haviam sido apurados na Geórgia. Trump tinha 49,5% contra 49,3% de Biden, uma dianteira de apenas 9.525.

Faltavam menos de 50 mil votos a serem contados. Nesse contingente, haverá votos antecipados pró-Biden em número suficiente? Este é um dos suspenses da reta final das eleições americanas.

Em Nevada, o jogo anda apertado. A vantagem de Biden se mantém estreita, mas a campanha democrata está confiante por avaliar que a maioria dos votos que resta a apurar será contra Trump.

No estado, segundo o "New York Times", 89% foram contados até agora. Biden tem 49,4% contra 48,5% de Trump. A vantagem do democrata é de 11.438 votos no estado, onde faltam cerca de 150 mil votos para contabilizar. Lá, todos os eleitores receberam votos via correio. Parte poderia votar presencialmente, mas o serviço postal ainda está entregando votos enviados até 3 de novembro, anteontem, o dia da eleição.

Para conquistar a Casa Branca, é preciso maioria absoluta, 270 dos 538 delegados do Colégio Eleitoral. Se conseguir os 6 votos de Nevada mais os 16 da Geórgia, Biden chegaria a 275 no retrato atual do mapa eleitoral e ganharia a parada.

No Arizona, o montante de votos a contar ainda pode permitir uma vitória de Trump, mas, nesta altura da apuração, isso não parece ser o destino mais provável. O estado, com 11 votos no Colégio Eleitoral, tende a ficar com Biden e se transformou numa opção importante para conquistar o poder.

Há 86% dos votos apurados no Arizona. Biden lidera com 50,5% contra 48,1% de Trump. São 67.906 votos de dianteira até a tarde desta quinta. Mas faltariam cerca de 400 mil a serem contados.

E a simbólica Pensilvânia, com seus 20 delegados no Colégio Eleitoral?

Lá ainda tem uma montanha de votos a ser apurada, cerca de 500 mil.

Trump está liderando na Pensilvânia com 50,1% contra 48,7% de Biden. O republicano, que vem caindo ao longo da apuração, estava com 90.542 votos de vantagem sobre Biden às 19h de Brasília.

No cômputo geral, já foi contada a maioria dos votos da América rural na Pensilvânia. Nas últimas horas, são checadas as escolhas da América urbana das grandes cidades, como a Filadélfia.

Nesta eleição, a América rural preferiu Trump. A América urbana se inclinou na direção de Biden e pode permitir uma virada na Pensilvânia que assegure a vitória do democrata.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.