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Rogério Gentile

STJ anula a condenação de Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras

Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, foi acusado de vender ingressos ilegalmente - KEINY ANDRADE/FOLHAPRESS
Mustafá Contursi, ex-presidente do Palmeiras, foi acusado de vender ingressos ilegalmente Imagem: KEINY ANDRADE/FOLHAPRESS
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

26/11/2020 11h16

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a sentença que condenou Mustafá Contursi, 80, ex-presidente do Palmeiras, por cambismo, venda ilegal de ingressos, em jogos da equipe.

O STJ não analisou o mérito da acusação feita pelo Ministério Público, mas considerou que o juiz que proferiu a sentença não tinha competência para julgar o caso.

O juiz proferiu a sentença condenatória mesmo não estando mais na Vara Especializada do Torcedor, ferindo, de acordo com o STJ, a lei processual.

O Ministério Público argumentou que o juiz havia acompanhado todo o andamento do processo e que, portanto, poderia proferir a decisão, mesmo não estando mais na vara especializada. O STJ não aceitou a argumentação.

Presidente do Palmeiras por 12 anos (1993-2004), Mustafá havia sido condenado ao pagamento do equivalente a 25 salários mínimos, ou cerca de R$ 26 mil, além de uma multa. O Ministério Público o acusa de vender irregularmente ingressos cedidos pela patrocinadora do clube, a Crefisa.

Sócio do clube desde 1951, Mustafá afirma que a acusação é uma mentira. "Nunca em minha vida tive envolvimento com qualquer coisa que pudesse me desabonar", disse.

Com a anulação da sentença, Mustafá será julgado novamente.

"A defesa de Mustafá não vai abrir mão de um processo justo", afirma o advogado Ricardo Sayeg.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.