PUBLICIDADE
Topo

Rogério Gentile

Acusado de plágio, Safadão diz que compositor quer enriquecer ilicitamente

Wesley Safadão durante apresentação no Prêmio Multishow 2020 - Divulgação
Wesley Safadão durante apresentação no Prêmio Multishow 2020 Imagem: Divulgação
Rogério Gentile

Rogério Gentile é jornalista formado pela PUC-SP. Durante 15 anos, ocupou cargos de comando na redação da Folha de S.Paulo, liderando coberturas como a dos ataques da facção criminosa PCC, dos protestos de 2013 e das eleições presidenciais de 2010 e 2014, entre outras. Editou a coluna Painel e o caderno Cotidiano e foi secretário de Redação, função em que era responsável pelas áreas de produção e edição do jornal. Atuou como repórter especial da Folha de 2017 a 2020 e atualmente é colunista.

Colunista do UOL

03/02/2021 10h15

Wesley Safadão disse à Justiça ser vítima de uma "sandice", de uma "aventura" de um compositor que pretende "enriquecer de modo ilícito".

O cantor está sendo processado por Jonas Alves da Silva, que o acusa de se apropriar da música "A Vaqueirinha Maltratada".

Alves da Silva, que cobra R$ 4,7 milhões de indenização de Safadão, afirma ter ficado surpreso ao descobrir que sua obra foi plagiada pelo cantor, na avaliação de Silva, "conforme visto em diversos portais musicais, dentre eles o 'Sua Música', com 12,2 milhões de acessos, e 1,57 milhões de downloads".

Em defesa apresentada à Justiça do Ceará, Safadão negou a acusação e afirmou que "jamais explorou comercialmente a obra". Disse que, em meados de março de 2018, gravou um CD chamado "Diferente não, estranho", com músicas de vaquejadas, e que apenas prestou algumas homenagens a outras bandas, executando trechos de músicas de outros artistas.

Trecho da música "A Vaqueirinha Maltratada", afirma, foi incluído no álbum com um devido "alô" em uma homenagem a Mano Walter, que possui autorização para executá-la e a utiliza em seu repertório.

"A canção jamais foi executada ou explorada publicamente em shows da banda Wesley Safadão, bem como jamais foi utilizada como música de trabalho ou inserida em plataformas digitais que remuneram", declarou o cantor à Justiça. "Jamais houve qualquer uso da obra que tenha ocasionado ganho financeiro direto ou indireto."

Segundo Safadão, o compositor entrou com processo a fim de "obter vantagens financeiras indevidas e excessivas em uma estória repleta de aleivosias e sandices".

O caso ainda não foi julgado.