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Uma iniciativa do UOL para checagem e esclarecimento de fatos

Em sabatina, Doria erra ao falar de cracolândia e acerta dado sobre doações

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Imagem: Arte/UOL

Do UOL e do Aos Fatos*

11/06/2018 21h40Atualizada em 11/06/2018 22h46

O pré-candidato do PSDB ao governo do estado de São Paulo, João Doria, participou nesta segunda-feira (11) da sabatina que UOL, "Folha" e SBT promovem com candidatos nas eleições deste ano.

Durante cerca de uma hora, Doria respondeu às perguntas dos jornalistas Diogo Pinheiro, chefe de reportagem do UOL, Daniela Lima, editora do "Painel" da "Folha", e Simone Queiroz, apresentadora do SBT.

Na sabatina, Doria falou sobre sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, que ele abandonou após 15 meses para concorrer ao governo de SP, cracolândia, Operação Lava Jato, doações eleitorais, parcerias com setor privado e polêmicas como a da "farinata", composto alimentar que ficou conhecido como "ração humana" após o prefeito anunciar que adotaria o produto na rede de ensino e para alimentar a população mais carente.

O UOL e o Aos Fatos checaram algumas das respostas do pré-candidato. Confira abaixo o resultado.

Fisicamente, a cracolândia acabou. Eu disse que tinha acabado fisicamente o domínio daqueles quarteirões entre a rua Dino Bueno e a rua Helvétia, na região central, onde havia domínio de uma facção criminosa.

FALSO: Apesar de ter diminuído, persiste a concentração de usuários de drogas na região central de São Paulo (e em outros pontos da cidade), mesmo após uma operação conduzida pela Prefeitura de São Paulo e pelo governo do estado, em 21 de maio do ano passado.

Naquele mesmo dia, era possível observar em ruas vizinhas ao local mencionado por Doria centenas de dependentes químicos que compravam e consumiam drogas a céu aberto nas calçadas de vias como as ruas Aurora, Helvétia, Dino Bueno, Barão de Piracicaba e Rio Branco, como mostrou o jornal "Folha de S.Paulo". A reportagem presenciou a venda de crack em ao menos outros dois locais da região, na rua Aurora e mais à frente da avenida Rio Branco, em frente à praça Princesa Isabel.

Em janeiro deste ano, ativistas de direitos humanos denunciaram ação violenta da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal contra usuários justamente na região compreendida entre a alameda Dino Bueno e a rua Helvétia. 

Investigações policiais, divulgadas pelo jornal "Estado de S. Paulo", mostram que, para driblar o cerco policial, o PCC (Primeiro Comando da Capital) resolveu "terceirizar" a venda de drogas na cracolândia para pequenos traficantes, o que demonstra que a facção criminosa ainda tem o domínio do comércio de entorpecentes na região.

Outro lado: Em nota encaminhada ao UOL, a assessoria de imprensa de Doria disse que, "ao afirmar que a cracolândia acabou fisicamente, o ex-prefeito se referiu ao domínio físico daquele espaço pelos traficantes".

"Ali funcionava uma espécie de shopping center de drogas, e esta estrutura foi desmontada. Desde a ação, o local foi recuperado pelo poder público, que antes não conseguia sequer circular por ali. Atualmente, o local é limpo três vezes por dia e os assistentes sociais realizam o atendimento e acolhimento dos usuários. Obviamente, o combate às drogas é uma questão que exige ação contínua, na área médica, social e de segurança pública."

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Em 15 meses, eu agi e realizei muito mais do que a gestão que me antecedeu.

FALSO: Em vários aspectos da gestão, a Prefeitura de São Paulo sob comando de João Doria realizou menos que a gestão anterior, do petista Fernando Haddad (2013-2016).

Um exemplo é a questão da zeladoria municipal. Em 2017, a gestão Doria varreu 92,8 toneladas de lixo, contra 95,8 toneladas varridas em 2016, último ano de Haddad, e 111,5 toneladas em 2015. Sob o comando do tucano, a prefeitura tapou 216 buracos nas ruas da cidade no ano passado, acima dos 193 de 2016, mas abaixo dos 276 de 2015.

Como mostrou levantamento do jornal "Folha de S. Paulo", ao deixar a prefeitura, Doria deixou várias obras da gestão anterior paralisadas ou em estágio muito lento, como CEUs (Centros Educacionais Unificados) e um hospital na Brasilândia, sob justificativa de falta de verbas. Foram entregues 19 creches e pré-escolas e um hospital incompleto em Parelheiros, todos iniciados na gestão petista. Outro levantamento da "Folha" mostrou que Haddad entregou 45 creches, 34 pré-escolas, um CEU e um hospital, além de ter iniciado as obras de 53 creches, 22 pré-escolas, 14 CEUs e dois hospitais.

Doria só entregou 3,3 km de corredores de ônibus, que começaram a ser construídos na administração anterior. Ele também retirou do Orçamento ao menos R$ 716 milhões que seriam destinados a esse tipo de obra. Na gestão Haddad, a prefeitura concluiu 42 km de corredores para coletivos e deixou 15 km em obras, além de entregar 420 km de faixas de ônibus.

O número de crianças na fila por vagas em creches é o menor dos últimos seis anos, mas só foram criadas 27 mil vagas das 65 mil prometidas até março -- a gestão Haddad criou ao menos 70 mil vagas. Segundo a administração tucana, outras 14 mil tiveram contrato assinado recentemente. A promessa de Doria de zerar a fila em um ano e três meses não foi cumprida. 

A assessoria do tucano não comentou os dados.

O problema [da fila] dos exames de imagens foi resolvido.

EXAGERADO: Com a promessa de zerar a fila de exames na capital paulista, a gestão de Doria criou o programa Corujão da Saúde, que ficou responsável por realizar 485,3 mil exames remanescentes de 2016. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, a fila foi zerada 83 dias após o início do programa. No entanto, o tempo de espera por exames cresceu ao longo do mandato de Doria.

Em maio deste ano, um levantamento feito pela "Folha" apontou que, dos 163.473 exames na fila em fevereiro, 130.474 demoravam mais que 60 dias para serem realizados. De acordo com a reportagem, três dos cinco diagnósticos realizados pelo programa tiveram um aumento da fila de espera entre julho de 2017 e fevereiro deste ano. A mamografia passou de 18 para 42 dias, ecocardiografia transtorácica, de 43 para quase 75 dias, e a densitometria óssea foi de 45 para 46 dias.

Ainda de acordo com o levantamento, os exames da segunda fase do programa, designada para a realização de exames mais complexos, também possuem uma fila de espera maior que 60 dias. Um exame de monitoramento cardíaco passou de 89 dias de espera, em julho de 2017, para 105 dias em fevereiro deste ano. A segunda fase do Corujão tem como objetivo a realização de exames mais demorados e que podem requerer a sedação dos pacientes.

A assessoria do tucano não comentou os dados.

Os problemas de cirurgias, o Corujão da Cirurgia já realizou mais de 41 mil cirurgias de alta e média complexidade.

VERDADEIRO: Lançado em maio do ano passado pela gestão de Doria, o Corujão da Cirurgia teve como objetivo zerar a fila de espera por intervenções médicas no município de São Paulo. De acordo com a prefeitura, 68 mil pacientes aguardavam por algum procedimento deste tipo em maio de 2017.

A Secretaria Municipal de Saúde não divulga em seu site nenhum dado oficial sobre o número de cirurgias. Aos Fatos entrou em contato com a assessoria de imprensa do órgão que, por e-mail, informou que foram realizadas até o dia 30 de maio, 44,5 mil cirurgias. Atualmente, 121.958 pacientes aguardam por uma avaliação cirúrgica. Segundo a secretaria, a estimativa é de que 30% das avaliações resultem em alguma cirurgia.

Remédio rápido eliminou o déficit de medicamento nas UBS e nas AMAs, que era grotesco. Tínhamos 15% apenas de medicamentos nas prateleiras dessas farmácias e hoje a média é 94%.

IMPRECISO: A declaração de Doria é imprecisa porque o déficit de 15% não é referente ao estoque das farmácias das AMA (Unidade de Assistência Médica Ambulatorial) e UBS (Unidade Básica de Saúde), de acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

Em nota enviada por e-mail, a assessoria informou a Aos Fatos que 15% era o déficit do almoxarifado central do município, em fevereiro de 2017, antes do início do programa Remédio Rápido, criado pela gestão de Doria para regularizar o abastecimento de remédio nas 570 farmácias da rede municipal.

Ainda de acordo com a assessoria, a média de estoque nas farmácias era próxima a 40%, - esse número, no entanto, refere-se a todas as farmácias da rede, não apenas as presentes nas AMA e UBS.

Doria também comete uma imprecisão ao citar o dado da situação atual. A assessoria da Secretaria de Saúde informou que atualmente as farmácias municipais contam com índice em torno de 94% de abastecimento, para os principais medicamentos distribuídos. A secretaria informou apenas o valor de abastecimento para todas as farmácias, não separando os que se referem especificamente a UBS e AMA.

Investimos fortemente para reequipar e melhorar a guarda civil.

EXAGERADO: De acordo com o balanço orçamentário da Prestação de Contas da Prefeitura, não houve gasto orçamentário nem na compra de armamentos e equipamentos em geral nem em modernizações e reformas das instalações da GCM (Guarda Civil Metropolitana) em 2017. Todo o orçamento da prefeitura — cerca de R$ 25,1 milhões — destinado à GCM no ano passado foi empregado em operação e manutenção.

O orçamento destinado à GCM pela gestão de Doria foi menor do que o repassado na gestão anterior. Em 2016, ainda no governo de Fernando Haddad (PT), foram repassados para a GCM R$ 27,4 milhões (valores ajustados de acordo com a inflação). No ano anterior, em 2015, o orçamento gasto com a GCM era de R$ 29,5 milhões.

Pela lei orçamentária de 2018, a prefeitura pretende repassar R$ 56 milhões para a autarquia até o final do ano: além de uma quantia maior destinada à operação e manutenção da GCM, também estão previstos cerca de R$ 4,5 milhões em modernização e reforma das instalações. O valor é maior do que o orçamento previsto para o órgão em 2017. No entanto, o valor previsto para a GCM costuma ser bem maior do que o gasto. Em 2017, por exemplo, a quantia aprovada foi de R$ 39,4 milhões, sendo R$ 2 milhões apenas para modernização das instalações da GCM e R$ 600 mil para aquisição de armas e equipamentos. O valor efetivamente repassado para despesas da GCM foi 36% menor, além de nenhum valor ter sido gasto na modernização nem na aquisição de armas e equipamentos.

Durante a gestão Doria, houve programas que visavam a modernização da GCM: o Programa City Câmeras, que colocou em operação um sistema de “integração das imagens que serão transmitidas para o Comando da Guarda Civil Metropolitana e compartilhadas com os demais órgãos de segurança (Polícia Militar e Civil)”, e o Dronepol, criado para a GCM monitorar locais que apresentam dificuldades de acesso, casos de ocupações em áreas ambientais ou de risco e eventos com alta concentração de participantes. Os equipamentos — drones e kits de câmeras — foram doados pela iniciativa privada. Ou seja, o investimento não foi da própria prefeitura.

A assessoria do tucano não comentou os dados.

Não estou na Lava Jato, não recebi recursos da JBS, nem de nenhuma construtora, nem nenhuma consideração espúria.

VERDADEIRO: De fato, o nome do ex-prefeito paulistano não apareceu nas investigações da força-tarefa da Operação Lava Jato nem em qualquer outro escândalo de corrupção.

Quando João Doria se candidatou a um cargo público pela primeira vez, nas eleições municipais de 2016 --vencendo a disputa no primeiro turno--, as doações empresariais a campanhas políticas já eram proibidas por lei. Assim, ele e nenhum outro candidato receberam oficialmente doações de empresas.

Até então [em 2014], não havia nenhum tipo de problema que pudesse conferir ao Rodrigo [Rocha Loures] qualquer tipo de desconfiança.

IMPRECISO: Ao ser questionado pela doação de R$ 50 mil reais que fez à campanha a deputado federal de Rodrigo Rocha Loures, Doria afirmou não ser “uma pitonisa” capaz de prever o futuro, referindo-se ao fato de o deputado afastado ter aparecido em imagens recebendo uma mala de dinheiro com R$ 500 mil de um executivo da JBS, no ano passado. Doria disse ainda conhecer Rodrigo Rocha Loures e a família do deputado.

A operação Lava Jato, no entanto, não foi a primeira vez em que Rodrigo Rocha Loures esteve envolvido em irregularidades. Em 2004, quando era presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), ele foi alvo de uma representação no TCU por irregularidades nas contas da entidade. O processo investigava a denúncia de que as entidades IEL, Sesi e Senai tinham repassado R$ 827 mil ao Instituto Paraná de Desenvolvimento (que também era dirigido por Loures) sem apresentar nenhuma comprovação de despesa ou missão institucional.

Também foram apontados como indícios de irregularidades pagamentos para viagens ao Canadá em nome do irmão de Loures, despesas pessoais de sua filha e outros pagamentos a títulos de prestação de serviço para outros familiares. Na época, em nota à imprensa, Rocha Loures afirmou que as acusações contra sua gestão eram “equivocadas e ofensivas” e que confiava “na serenidade e na sensibilidade do tribunal e de seu presidente para o rápido esclarecimento desta situação inadmissível”.

Em julho de 2017, os ministros do tribunal concluíram que houve irregularidade nas contas do Sesi e Senai. Como Rodrigo Rocha Loures acumulava o cargo de presidente da Fiep, presidente do IEL/PR e dos conselhos do Sesi/PR e do Senai/PR, o envolvimento dele no desvio de dinheiro está sendo avaliado em um processo separado no TCU e ainda está em andamento. Como ainda não houve sentença, a declaração de Doria é considerada imprecisa.

A assessoria do tucano não comentou a questão.

Doei para Loures, mas fiquei triste ao vê-lo com a mala da JBS, diz Doria

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A Cisco (...) fez uma doação de R$ 300 milhões em equipamentos para as escolas públicas de São Paulo.

VERDADEIRO: Em 11 de maio de 2017, a gestão de Doria na Prefeitura de São Paulo anunciou a doação em equipamentos usados de informática. A doação foi a maior recebida por seu governo, marcado por polêmicas e desencontros em relação às doações anunciadas pela prefeitura e o que era confirmado oficialmente nas contas municipais.

Os computadores foram utilizados durantes os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, apoiados pela empresa norte-americana. No portal da transparência da Prefeitura de São Paulo, a doação está registrada e consta como concluída. Os valores atribuídos aos produtos doados, na maioria dos casos, são estimativas feitas pela prefeitura ou pelo doador. A falta de detalhamento dos itens dificulta a checagens dos valores.

O princípio da farinata era o mesmo da dra. Zilda Arns, exatamente o mesmo princípio.

VERDADEIRO: Em outubro do ano passado, Doria enfrentou grande polêmica ao apresentar a intenção de adotar nas escolas municipais de São Paulo e distribuir para a população de baixa renda produtos a partir do composto batizado de farinata, que acabou ficando conhecida como ração humana.

A farinata é uma farinha feita com alimentos perto da data de validade que seriam descartados por produtores ou revendedores. Ela pode ser adicionada como complemento no preparo de alimentos ou consumida diretamente na forma de um granulado. Em meio à polêmica, a Igreja Católica saiu em defesa do produto e da prefeitura.

A médica sanitarista Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança que morreu em um terremoto no Haiti, em 2010, criou um composto quer ficou conhecido como multimistura nos anos 1980, para ser usado o combate à desnutrição infantil.

O princípio era o mesmo da farinata: aproveitar alimentos e partes de alimentos que seriam descartados para fabricar uma mistura desidratada nutritiva em farelo ou pó. Apesar de ter sido divulgada como modelo nos anos 1970 e 1980, hoje a prática é desaconselhada pelos conselhos de nutrição ao redor do mundo por causa dos riscos relacionados à higiene e à toxicidade. Como a composição da mistura varia de acordo com os ingredientes e quantidades utilizadas, não é possível saber ao certo a composição nutricional exata do composto sem testá-lo.

Todas essas ocupações foram estimuladas pelo PT. A gestão que me antecedeu estimulou, claramente, a ocupação de todos estes prédios.

INSUSTENTÁVEL: Doria fez a acusação quando respondia a uma pergunta sobre o incêndio e o desabamento de um edifício invadido por um grupo de sem-teto no centro de São Paulo no dia 1º de maio, que deixou sete pessoas mortas. Ao dizer que a culpa da tragédia não era de sua gestão, fez a acusação sobre os cerca de 70 prédios ocupados por movimentos de sem-teto hoje na capital paulista.

Pelo menos metade dos prédios que estão nesta lista, notoriamente os do centro de São Paulo, foram invadidos e já estavam ocupados por movimentos sociais de luta por moradia quando a gestão Haddad assumiu a cidade.

O prédio da Ocupação Mauá, por exemplo, uma das maiores em edifícios abandonados na capital, na rua Mauá, no centro, foi invadido há dez anos. Lá vivem 237 famílias.

Na época do petista, em 2013, a prefeitura chegou a publicar um decreto declarando o interesse social em 41 edifícios ocupados na região central por sem-teto ligados a movimentos sociais. A intenção era desapropriar e reformar os edifícios para transformá-los em moradias populares.

Cinco anos depois, não houve avanço claro no programa. A Ocupação Mauá, por exemplo, era um dos prédios na lista anunciada de desapropriações. No final do ano passado, os proprietários aceitaram uma oferta de R$ 20 milhões da prefeitura para encerrar um processo na Justiça de reintegração de posse do local e ceder a área para a administração pública construir moradias populares para os sem-teto que vivem lá.

Procurada pela reportagem para esclarecer qual o resultado destas desapropriações, a Secretaria Municipal de Habitação afirma que, dos 41 imóveis que seriam desapropriados, menos de 5% foram de fato adquiridos para serem cedidos aos sem-teto como moradia popular. A gestão de Doria interrompeu o programa e, de acordo com a pasta da Habitação, está reformulando o sistema.

Outro lado: A assessoria de imprensa de João Doria disse que "é fato que o número de invasões de sem-teto quase triplicou nos dois primeiros anos da gestão Fernando Haddad (PT) em relação aos dois últimos anos da gestão anterior, de Gilberto Kassab (PSD)". 

Segundo a nota: "Foram 681 invasões de janeiro de 2013 até 4 de novembro de 2014, contra 257 nos dois anos anteriores. Já na gestão do ex-prefeito João Doria, nenhuma ocupação foi efetivada. Os dados são de um grupo da Polícia Militar que gerencia a quantidade de invasões e se referem à quantidade de reintegrações de posse acompanhadas pela corporação em prédios e terrenos".

Esse dado não é público --embora tenha sido citado em uma reportagem da "Folha"--, mas o UOL reportou ao menos uma ocupação nova durante a gestão de Doria. Fica à beira da avenida Bento Guelfi, na zona leste, com 5.000 famílias já cadastradas pela liderança. Tem apenas sete meses.

Veja íntegra da sabatina UOL, Folha e SBT com João Doria

* Participaram dessa cobertura Aiuri  Rebello, Flávio Costa e Wellington Ramalhoso, do UOL em São Paulo, e Ana Rita Cunha, Judite Cypreste, Luiz Fernando Menezes e Tai Nalon, do Aos Fatos.

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