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Homem tenta atropelar, persegue e mata a ex com 30 facadas; ela havia pedido proteção um dia antes

Sérgio Pais

Do UOL, em Bauru (SP)

05/02/2013 19h56

A funcionária pública Andreia Franchini de Melo Silva, 37, foi assassinada nesta terça-feira (5) pelo ex-marido, o motorista Edilson de Melo Silva, 49. O crime aconteceu em um bairro da zona norte de Marília (435 km de São Paulo). Ele derrubou a mulher de uma moto, a perseguiu a pé e depois a matou com 30 facadas. Ontem (4), ela havia registrado um boletim de ocorrência contra o ex e pediu medidas protetivas.

Segundo informações da PM (Polícia Militar), o motorista estaria inconformado com o fato de a ex-mulher, de quem estava separado há cerca de dois anos, ter iniciado um novo relacionamento.

Na manhã desta terça, Edilson encontrou Andreia perto da casa onde ela morava com uma filha e o neto. A funcionária pública pilotava uma motocicleta e Edilson jogou seu carro contra a ex-mulher, que se desequilibrou a caiu da moto.

Após o tombo, a funcionária da Prefeitura de Marília tentou escapar do ex-marido correndo pela rua. Segundo testemunhas, Edilson abandonou o carro ainda em movimento —o veículo chegou a se chocar com o muro de uma casa— e, já com uma faca em punho, iniciou a perseguição.

Após alguns metros, Andreia se desequilibrou e caiu no chão. Segundo informações da PM, com base no relato de testemunhas, Edilson aproveitou o tombo da ex-mulher e jogou-se em cima dela, desferindo cerca de 30 facadas, que atingiram pescoço, tórax, abdômen e braços.

Após o crime, o motorista correu para a casa onde a ex-mulher morava. Carros da PMr cercaram o local e iniciaram a negociação para que o criminoso se rendesse —ele exigia a presença de seus irmãos. Após uma hora de negociação, Edilson se entregou aos policiais militares.

O motorista, ferido na mão esquerda durante o ataque à ex-mulher, foi conduzido primeiramente ao HC (Hospital das Clínicas), onde recebeu pontos na mão, e depois levado à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Marília para o registro de boletim de ocorrência por homicídio qualificado —se condenado, a pena prevista para este crime varia de 12 a 30 anos de prisão.

Ameaça consumada

Na segunda-feira (4) à tarde, um dia antes do crime, Edilson foi ao local de trabalho da ex-mulher e fez várias ameaças. Depois, tentou  agredi-la com uma caneta. Andreia foi à DDM e registrou um boletim de ocorrência de ameaça. No BO, Andreia teria pedido medidas protetivas.

Procurado pelo UOL no início da noite, o titular da DDM de Marília, Pedro Luis Vieira Machado, informou por meio de uma funcionária que só daria mais detalhes sobre o caso nesta quarta-feira (6).

A reportagem não conseguiu contato com o suspeito.

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