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Após chuvas, governo federal libera repasse de R$ 2,3 mi para Petrópolis

Do UOL, em São Paulo

17/02/2022 19h38

O governo federal autorizou hoje o primeiro repasse de recursos para ações na cidade de Petrópolis (RJ), atingida por forte temporal na última terça-feira (15). Até agora, a Defesa Civil confirmou o número de 113 mortos em decorrência das chuvas.

Segundo o MDR (Ministério do Desenvolvimento Regional), serão destinados em um primeiro momento a verba de R$ 2,3 milhões para assistência à população afetada —destes R$ 1,6 milhão serão utilizados na compra de cestas básicas, kits de higiene pessoal, colchões, materiais de limpeza e kits de dormitório com cobertor e lençol. Mais de três mil pessoas devem ser beneficiadas, segundo o governo.

Outros R$ 655,7 mil da verba liberada serão destinados à limpeza urbana e à desobstrução de canais, com a contratação de auxiliares de serviços gerais, encarregado geral de obras, caminhões e escavadeira. Outros repasses estão previstos para os próximos dias.

Amanhã, o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, devem fazer um sobrevoo pelas áreas mais afetadas da cidade e se reunir com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e com o prefeito de Petrópolis, Rubens Bomtempo.

O trabalho do Corpo de Bombeiros continua em diferentes pontos da cidade. No bairro Alto da Serra, moradores auxiliavam os militares e agentes da Defesa Civil a cavar os escombros nas buscas por parentes.

Até o momento, os nomes de 35 pessoas foram cadastrados no sistema de desaparecidos do MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro). As informações estão sendo compiladas pelo PLID (Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos) que recebe denúncias e demandas de familiares das vítimas da chuva.

A cidade foi atingida por um volume excepcional de chuvas —mais do que o previsto para o mês de fevereiro todo, em apenas três horas. A Defesa Civil divulgou que o temporal foi o pior registrado em Petrópolis desde 1932 —mesmo ano que a medição começou a ser feita pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Casas foram destruídas, pessoas foram arrastadas pelo volume de água e corpos foram encontrados depois que a água baixou.

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